Mastercard quer dividir prejuízo do Will Bank com maquininhas

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A Mastercard quer dividir com maquininhas o prejuízo causado pela quebra do Will Bank, do Banco Master, segundo fontes familiarizadas com o assunto e documentos obtidos pela Bloomberg News. A bandeira de cartão de crédito tem pedido que algumas das maiores empresas de pagamento brasileiras ajudem a pagar a conta, em uma tentativa de minimizar as perdas relacionadas ao colapso da fintech.

O colapso do Will Bank

O Will Bank, fintech ligada ao Banco Master, foi liquidado em janeiro, antes do prazo de adaptação às novas regras do setor, que vence em maio. Com a quebra, a Mastercard precisou pagar valores a empresas de maquininhas que processaram cerca de R$ 5 bilhões em pagamentos feitos pelos clientes do Will antes da liquidação. A bandeira reembolsou as credenciadoras, como as empresas de maquininhas são conhecidas, em aproximadamente 50% do total, conforme informou a Bloomberg News.

Proposta de rateio do prejuízo

Agora, a Mastercard está propondo usar os valores pagos pelos clientes do Will para se reembolsar antes de repassar os recursos às credenciadoras, de acordo com as fontes e documentos. A minuta de um possível contrato foi enviada nesta semana às adquirentes, que incluem empresas controladas por bancos, como Rede e Cielo, e maquininhas independentes, como Stone e PagSeguro.

A Mastercard argumenta que o caso do Will Bank não deveria seguir as regras padrão, pois as empresas de cartões tinham até maio para se adaptar, e o Will foi liquidado em janeiro. A bandeira estima ter cumprido as normas vigentes ao usar recursos próprios para cobrir os 30 primeiros dias de faturas em aberto após a liquidação.

Reação das adquirentes

A Cielo, uma das maiores credenciadoras do país, afirmou em nota que as adquirentes não são responsáveis pelas garantias das operações de pagamento. “As adquirentes não podiam, não podem e não poderão escolher os emissores que fazem parte do arranjo e tampouco são responsáveis pelas garantias atreladas à operação”, disse a empresa. A posição da Cielo reflete a resistência do setor em assumir os custos gerados pela falência de um emissor.

Silêncio das demais empresas

Procurados, representantes da Mastercard, Stone e Rede (controlada pelo Itaú Unibanco) não comentaram o assunto. Já a PagSeguro remeteu o pedido de comentário à Associação Brasileira de Internet (Abranet), que não retornou até o fechamento da matéria. A falta de posicionamento oficial deixa em aberto o desfecho das negociações, que podem impactar diretamente o fluxo de pagamentos no mercado brasileiro.

Perguntas Frequentes

Por que a Mastercard quer que maquininhas como Stone e PagSeguro ajudem a pagar o prejuízo do Will Bank?

A Mastercard quer dividir as perdas relacionadas à quebra do Banco Master, que a levou a reembolsar as credenciadoras em cerca de 50% dos R$ 5 bilhões em pagamentos processados pelo Will Bank. Agora, propõe usar os valores pagos pelos clientes do Will para se reembolsar antes de repassar recursos às adquirentes.

Qual foi o valor total dos pagamentos processados pelo Will Bank antes da liquidação e quanto a Mastercard reembolsou?

O colapso do Will Bank fez a Mastercard pagar valores a empresas de maquininhas que processaram cerca de R$ 5 bilhões em pagamentos. A Mastercard reembolsou as credenciadoras em aproximadamente 50% desse total.

Qual é a posição da Cielo sobre a responsabilidade das adquirentes no caso Will Bank?

A Cielo afirmou que as adquirentes não são responsáveis pelas garantias das operações de pagamento, pois não podem escolher os emissores do arranjo e não são responsáveis pelas garantias atreladas à operação.

Fonte

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