Rio quer ser polo de IA na América Latina

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Rio quer ser polo IA na América Latina

O Rio de Janeiro quer se transformar na capital da tecnologia e inovação da América Latina por meio de um movimento estratégico que une infraestrutura de larga escala, disponibilidade de energia limpa e parcerias com gigantes do setor privado. Além disso, com energia de sobra e bilhões em investimentos, Rio mira se tornar polo de IA na América Latina. Dessa forma, a cidade aposta em sua rede elétrica com capacidade disponível, fontes renováveis e profissionais qualificados para atrair projetos de processamento de dados.

Invest.Rio aposta em cidades globais de dados

A Invest.Rio, agência de promoção e atração de investimentos da Prefeitura do Rio, estima que, no futuro, existirão apenas de 15 a 20 cidades globais que liderarão a economia digital, focam no uso intensivo de dados, tecnologias de computação, redes de conectividade e inteligência artificial (IA). Consequentemente, são essas cidades que passarão a concentrar valor, talento e capital.

— Apenas duas ou três dessas cidades estarão localizadas na América do Sul, e o trabalho prioritário da Invest.Rio é fazer do Rio de Janeiro uma delas — diz Sidney Levy, presidente da Invest.Rio.

Portanto, a agência trabalha para posicionar o Rio nesse seleto grupo, aproveitando as vantagens competitivas locais.

Rio AI City: hub na Barra da Tijuca

O projeto Rio AI City é um dos pilares para viabilizar essa infraestrutura de processamento e viabilizar a transição econômica da cidade, diz Levy. Ou seja, trata-se de um hub na Barra da Tijuca criado para atrair não apenas data centers, mas uma cadeia completa de IA, nuvem, telecomunicações e cibersegurança.

O projeto foi desenvolvido em cooperação entre a prefeitura, o governo federal e a Elea Data Centers. Ademais, o complexo terá capacidade inicial de 1,5 GW de energia 100% renovável, com potencial de expansão para até 3,2 GW. Sobretudo, Levy diz que a capacidade de fornecer energia limpa em escala é um diferencial competitivo crucial para atrair a alta demanda de processamento dos empreendimentos.

Investimento bilionário da Elea Data Centers

O anuncio do aporte de US$ 550 milhões da Elea Data Centers, em junho, foi o passo inicial. Por exemplo, Alessandro Lombardi, presidente da Elea, projeta que o investimento total da empresa no projeto superaria US$ 10 bilhões, podendo chegar a US$ 50 bilhões quando forem somados equipamentos de informática (chips de IA e servidores) que os clientes trarão para a cidade.

As obras devem começar no primeiro trimestre de 2027, com cronograma de execução de sete a dez anos. Além disso, estima-se a criação de dez mil empregos diretos na fase de construção, além do potencial multiplicador de vagas no ecossistema de startups ao redor do complexo.

— O projeto é um divisor de águas para a economia do Rio. Contudo, já foram superadas as etapas mais complexas, como aquisição do terreno e garantia de fornecimento de energia — explica Lombardi.

Rio já é segundo maior polo de data centers

O Brasil tem pouco mais de 200 data centers, com potência instalada de 1 gigawatt (GW), que é a medida da capacidade de processamento, mas há demanda suficiente para viabilizar projetos, entre já contratados ou em fase final de decisão, com capacidade de mais 1 GW, diz o vice-presidente da Associação Brasileira de Data centers (ABDC), Luis Tossi.

Por outro lado, o Rio de Janeiro, apenas atrás de São Paulo, já se consolidou como a segunda maior região de data centers do Brasil, com 76 MW de potência em operação, 63 MW em construção e 40 MW planejados.

Outras grandes empresas já operam data centers no Rio. Por exemplo, a Cirion Technologies tem duas unidades em São Cristóvão, expandindo a infraestrutura da região central. Ademais, a Ascenty está na Pavuna, na Zona Norte, com campus voltado à área industrial operando em alta capacidade energética.

Porto Maravalley e BYD reforçam ecossistema

O Porto Maravalley é outro polo de tecnologia e inovação criado pela prefeitura na Zona Portuária. Isto é, o espaço de dez mil metros quadrados busca unir empresas, startups, investidores e o meio acadêmico.

Até a indústria automotiva está de olho no potencial de inovação no Rio. Por exemplo, a chinesa BYD anunciou investimento de R$ 300 milhões para a construção de seu primeiro Centro de Testes e Avaliação Automotiva no Brasil, no complexo do Aeroporto Internacional do Galeão.

Em resumo, essas iniciativas complementam a estratégia de transformar o Rio em um centro de tecnologia e inovação, gerando empregos e atraindo negócios para a região.

Perguntas Frequentes

Qual é o projeto Rio AI City e onde ele será localizado?

O Rio AI City é um hub na Barra da Tijuca criado para atrair data centers e uma cadeia completa de IA, nuvem, telecomunicações e cibersegurança, com capacidade inicial de 1,5 GW de energia 100% renovável e potencial de expansão para 3,2 GW.

Quanto a Elea Data Centers vai investir no Rio de Janeiro e quando as obras começam?

A Elea Data Centers anunciou um aporte inicial de US$ 550 milhões, com projeção de investimento total superior a US$ 10 bilhões (podendo chegar a US$ 50 bilhões com equipamentos de clientes). As obras devem começar no primeiro trimestre de 2027, com cronograma de 7 a 10 anos.

Qual é a posição do Rio de Janeiro no mercado brasileiro de data centers?

O Rio de Janeiro é a segunda maior região de data centers do Brasil, atrás apenas de São Paulo, com 76 MW de potência em operação, 63 MW em construção e 40 MW planejados.

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