Porto Sudeste: venda atrai Vale, Gerdau e estrangeiros

Crédito: Brazil Journal
Porto Sudeste atrai gigantes globais
O Porto Sudeste, localizado em Itaguaí (RJ), tornou-se alvo de uma disputa entre grandes grupos nacionais e estrangeiros. O terminal, que movimenta minério de ferro, está sendo vendido pelos atuais controladores: o fundo soberano Mubadala Capital e a trading Trafigura. O negócio pode superar US$ 5 bilhões, segundo estimativas de mercado.
Entre os interessados, destaca-se a Global Infrastructure Partners (GIP), controlada pela BlackRock, que se associou à Vale e à Gerdau para analisar a oportunidade. A GIP já atua no setor de energia renovável no Brasil por meio da Atlas Renewable, que possui usinas eólicas e solares na América Latina. A parceria com as duas siderúrgicas brasileiras reforça a aposta na infraestrutura portuária nacional.
Outro consórcio é formado pela empresa de investimentos americana Stonepeak, que se uniu à companhia australiana de commodities M Resources. A Stonepeak já demonstrou interesse no setor portuário brasileiro: em janeiro, anunciou a compra de 25% da participação da CMA CGM no Tecon Santos, em uma transação que envolveu 10 terminais portuários pelo mundo, fechada por US$ 2,4 bilhões.
Propostas vinculantes neste mês
A entrega das propostas vinculantes acontece ainda este mês, segundo fontes próximas ao processo. Os bancos Goldman Sachs, UBS e Bradesco BBI estão assessorando o Mubadala e a Trafigura na venda. A expectativa é que a concorrência aqueça o mercado de fusões e aquisições no setor de infraestrutura.
O Porto Sudeste foi idealizado pelo empresário Eike Batista e, após sua quebra, ficou com o Mubadala Capital em uma operação de troca de dívida por participação. A Trafigura se juntou ao projeto posteriormente para alavancar os investimentos que permitiram a inauguração do terminal em 2015. Após uma década de operações, as companhias decidiram colocar o ativo à venda ainda em 2025.
Expansão para petróleo e gás
Além do transporte de minério de ferro, o Porto Sudeste está recebendo investimentos para ampliar sua capacidade operacional para o setor de petróleo e gás. A diversificação torna o ativo ainda mais estratégico para os potenciais compradores, que buscam exposição a diferentes segmentos de commodities.
O negócio, se concretizado, terá impacto direto no mercado de infraestrutura e logística do país. Para o interior paulista, especialmente regiões como Araçatuba e noroeste, que dependem de portos para exportação de produtos agroindustriais e manufaturados, a venda pode sinalizar novos investimentos e maior eficiência nos terminais.
A fonte não detalhou os valores exatos envolvidos nem o cronograma após a entrega das propostas. A reportagem continuará acompanhando o desenrolar do processo.
Perguntas Frequentes
Quem são os compradores interessados no Porto Sudeste?
A Global Infrastructure Partners (GIP), controlada pela BlackRock, se associou à Vale e à Gerdau para analisar a oportunidade. A Stonepeak está com a companhia australiana M Resources.
Qual é o valor estimado da venda do Porto Sudeste?
O processo de venda do Porto Sudeste envolve um M&A de US$ 5 bilhões.
Quando serão entregues as propostas vinculantes para a compra do Porto Sudeste?
A entrega das propostas vinculantes acontece ainda este mês.




























