TCE libera privatização da Copasa MG e ações estatais podem ser ofertadas

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TCE libera privatização Copasa MG: ações estatais podem ser ofertadas

TCE autoriza oferta de ações da Copasa

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) liberou o governo mineiro a oferecer publicamente suas ações na Copasa. A decisão, unânime no pleno, permite o avanço do processo de privatização da estatal.

O relator, conselheiro Agostinho Patrus, destacou que a Copasa e o governo cumpriram os prazos estabelecidos pelo TCE. Além disso, enquadram-se nos padrões exigidos para o prosseguimento da desestatização.

Condições impostas pelo relator

Em seu voto, Patrus determinou um prazo de 30 dias para que a Copasa apresente:

  • Um projeto de priorização do abastecimento hídrico de escolas públicas.
  • Um relatório sobre queixas de cidades onde foi cobrada taxa de tratamento de esgoto sem a prestação do serviço.

Essas condições visam garantir transparência e responsabilidade social no processo de privatização.

Tramitação na Assembleia Legislativa

A privatização da Copasa foi aprovada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Esse programa permite o refinanciamento em 30 anos da dívida de aproximadamente R$ 200 bilhões que Minas Gerais tem com a União.

Durante a tramitação, os deputados retiraram a companhia energética do texto original, que passou a abranger apenas a Copasa. Em seguida, os parlamentares aprovaram um projeto de lei específico para autorizar a privatização da companhia de saneamento.

Possibilidade de suspensão e ação sindical

A decisão do tribunal pode ser suspensa por outros processos em curso no próprio TCE. Uma ação movida pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto (Sindágua-MG) pede a suspensão da privatização. Ainda não há previsão de julgamento dessa ação, que pode impactar o cronograma da desestatização.

Perguntas Frequentes

O TCE liberou o governo de Minas a oferecer ações da Copasa?

Sim, o Pleno do Tribunal de Contas votou por unanimidade para liberar o estado a oferecer publicamente suas ações na Copasa, permitindo o avanço do processo de privatização.

Qual foi a condição imposta pelo relator do TCE para a privatização da Copasa?

O relator Agostinho Patrus determinou um prazo de 30 dias para que a Copasa apresente um projeto de priorização do abastecimento hídrico de escolas públicas e um relatório sobre queixas de cidades onde foi cobrada taxa de tratamento de esgoto sem a entrega do serviço.

A privatização da Copasa pode ser suspensa?

Sim, a decisão do tribunal pode ser suspensa por outros processos em curso no próprio TCE, como uma ação movida pelo Sindágua-MG que pede a suspensão da privatização.

Fonte

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