Raízen reestruturação impacta Cosan, Vibra e Ultrapar

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Raízen reestruturação impacto: Cosan, Vibra e Ultrapar

A Raízen detalhou sua reestruturação extrajudicial nesta semana, um movimento que pode redesenhar o setor de energia no Brasil. O plano prevê a possibilidade de separar o principal negócio da companhia em duas empresas distintas: Raízen Energia, focada em açúcar e etanol, e Raízen Combustíveis, dedicada exclusivamente à distribuição de combustíveis no Brasil. A eventual segregação deve ocorrer apenas no longo prazo, com potencial conclusão até o fim de 2027.

Conversão de dívida em ações

Para a Cosan, um dos principais acionistas, o plano inclui a possibilidade de conversão de dívida em ações. O tamanho da dívida em relação ao valor de mercado atual da Raízen é de R$ 65 bilhões versus market cap de R$ 4,4 bilhões. A conversão de dívida em ações pode provocar uma diluição relevante para os acionistas atuais, incluindo a Cosan. O Goldman Sachs estima que a Cosan negocia com desconto de holding de 20%, considerando os valores de mercado de Compass, Rumo, Raízen e Cosan.

Impacto sobre Vibra e Ultrapar

Para a Vibra, o banco mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 43,20 em 12 meses. Já para a Ultrapar, a recomendação segue neutra, com preço-alvo de R$ 36,30. Essas projeções indicam que o mercado ainda avalia os desdobramentos da reestruturação da Raízen sobre o setor de distribuição de combustíveis.

Detalhes do plano de reestruturação

O plano prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada da Raízen (R$ 65 bilhões) em novas ações. Além disso, a conclusão da reestruturação está prevista para até 31 de março de 2027. A segregação dos negócios de distribuição e renováveis pode ocorrer até o fim do próximo ano. A fonte não detalhou outros prazos ou condições adicionais.

Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, especialmente em Araçatuba e cidades vizinhas, a reestruturação da Raízen pode influenciar o mercado de combustíveis e a oferta de etanol. A eventual separação das operações pode trazer maior foco e eficiência, mas também riscos de diluição para investidores locais que detêm ações da Cosan ou da própria Raízen. O acompanhamento dessas mudanças é essencial para quem atua nos setores de agronegócio e distribuição na região.

Perguntas Frequentes

Qual o impacto da reestruturação da Raízen para a Cosan?

A reestruturação prevê a conversão de 45% da dívida de R$ 65 bilhões em novas ações, o que pode diluir acionistas atuais, incluindo a Cosan. O Goldman Sachs estima que a Cosan negocia com desconto de holding de 20% considerando suas participações.

Qual a recomendação do Goldman Sachs para Vibra e Ultrapar?

O Goldman Sachs mantém recomendação de compra para Vibra, com preço-alvo de R$ 43,20 em 12 meses, e recomendação neutra para Ultrapar, com preço-alvo de R$ 36,30.

Quando a segregação dos negócios da Raízen deve ocorrer?

A segregação em Raízen Energia (açúcar e etanol) e Raízen Combustíveis (distribuição) deve ocorrer no longo prazo, com potencial conclusão até o fim de 2027, podendo ocorrer até o fim de 2025 segundo o plano.

Fonte

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