Stellantis reduz produção da Titano Dakota em Córdoba

Crédito: UOL
A Stellantis confirmou que está ajustando a operação de sua fábrica em Córdoba, na Argentina, reduzindo o ritmo de produção das picapes Fiat Titano e Ram Dakota. A decisão, anunciada à imprensa argentina, ocorre pouco mais de um ano após a unidade ser transformada em um hub regional de picapes. Segundo a montadora, a mudança acompanha a evolução da demanda nos mercados interno e de exportação. Fontes sindicais atribuíram a redução à procura abaixo do esperado pelas duas picapes.
Investimento bilionário e aposta regional
Em setembro de 2024, a Stellantis anunciou investimento de US$ 385 milhões em Córdoba para desenvolver uma nova família de veículos, componentes e motor. A planta argentina recebeu a produção da Fiat Titano, transferida do Uruguai em 2025, e da Ram Dakota, lançada como segunda marca sobre a mesma base. A estratégia visava atender à demanda por picapes médias na América do Sul, com foco no Brasil e na Argentina.
Com a transferência da produção do Uruguai para Córdoba, em 2025, a Titano mudou os pontos mais criticados. O antigo motor de 180 cv foi substituído pelo 2.2 Multijet de 200 cv e 45,5 kgfm. O câmbio automático passou de seis para oito marchas. A direção hidráulica deu lugar à elétrica. Essas melhorias buscavam tornar o modelo mais competitivo frente a rivais como Toyota Hilux e Chevrolet S10.
Duas marcas, mesma base industrial
A Stellantis decidiu ampliar a aposta usando uma segunda marca. A Ram Dakota compartilha a base industrial e o conjunto mecânico da nova Titano, mas recebeu identidade própria e diferenças de acabamento e suspensão, partindo de R$ 249.990. O posicionamento da Dakota era mais premium, mirando consumidores que buscam uma picape com apelo de marca e maior sofisticação.
No entanto, pouco mais de um ano depois de transformar sua fábrica de Córdoba, na Argentina, em um hub regional de picapes, a Stellantis está reduzindo o ritmo de produção de Fiat Titano e Ram Dakota. A montadora confirmou à imprensa argentina que está ajustando a operação e afirmou que a mudança acompanha a evolução da demanda nos mercados interno e de exportação. Fontes sindicais atribuíram a redução à procura abaixo do esperado pelas duas picapes.
Números da redução de produção
Segundo o site argentino A Rodar Post, a programação original previa 18 mil Dakota e nove mil Titano neste ano, um total de 27 mil unidades. A nova estimativa teria caído para aproximadamente 12 mil Dakota e 4,5 mil Titano, ou 16,5 mil veículos, uma redução de quase 39%. Os volumes não foram confirmados pela Stellantis. A queda representa um forte ajuste na capacidade produtiva da planta de Córdoba.
Para empresários e comerciantes do noroeste paulista, a notícia sinaliza cautela no segmento de picapes médias, que movimenta concessionárias e serviços de pós-venda na região. A redução pode afetar a disponibilidade de modelos e o planejamento de frotas de empresas que dependem desses veículos para logística e trabalho no campo.
Trajetória da Titano no Brasil
Quando a Titano chegou ao Brasil, em março de 2024, a Fiat já liderava os dois segmentos imediatamente abaixo dela. A Strada dominava entre as compactas e a Toro havia se tornado uma das referências entre as intermediárias – a Titano completaria a escada. A expectativa era de que a picape herdasse a força da marca Fiat no mercado brasileiro.
Por R$ 219.990 na versão de entrada, ela entrou diretamente na disputa das médias tradicionais. Tinha motor 2.2 turbodiesel, tração 4×4 com reduzida, bloqueio do diferencial traseiro e capacidade para carregar mais de uma tonelada. Mas a origem do produto era bem diferente daquela de Strada e Toro. Enquanto as líderes de segmento são produzidas no Brasil, a Titano vinha do Uruguai e, posteriormente, da Argentina, o que pode ter influenciado a percepção do consumidor.
A redução de produção das picapes da Stellantis em Córdoba reflete um cenário de demanda mais fraca do que o projetado. A empresa não detalhou os motivos da queda nas vendas, mas o ajuste na operação indica uma reavaliação da estratégia para o segmento de picapes médias na região.
Perguntas Frequentes
Por que a Stellantis reduziu a produção da Fiat Titano e da Ram Dakota?
A Stellantis reduziu a produção devido a vendas decepcionantes, com fontes sindicais atribuindo a redução à procura abaixo do esperado pelas duas picapes. A montadora confirmou que está ajustando a operação para acompanhar a evolução da demanda.
Qual é a nova estimativa de produção da Fiat Titano e da Ram Dakota após a redução?
A programação original previa 18 mil Dakota e 9 mil Titano (27 mil unidades), mas a nova estimativa caiu para aproximadamente 12 mil Dakota e 4,5 mil Titano (16,5 mil veículos), uma redução de quase 39%.
Quais mudanças a Fiat Titano recebeu ao transferir a produção para Córdoba?
A Titano recebeu um novo motor 2.2 Multijet de 200 cv e 45,5 kgfm, câmbio automático de oito marchas e direção elétrica, substituindo o antigo motor de 180 cv, câmbio de seis marchas e direção hidráulica.



























