Dario Durigan questiona euforia do mercado após 1º turno

Crédito: InfoMoney
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quarta-feira, 7, que tem dificuldade em entender a euforia do mercado após o primeiro turno das eleições. A fala foi recebida como um recado político em meio ao ambiente de campanha, com o segundo turno previsto para o fim do mês e a leitura do mercado já influenciada pelas projeções eleitorais. Durigan afirmou que a agenda econômica precisa combinar responsabilidade fiscal, credibilidade e um esforço contínuo para melhorar as contas públicas, sem “mágicas”.
Críticas a promessas de superávit
O ministro afirmou que promessas da direita de entregar superávit de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) não são críveis e representam uma ilusão vendida ao eleitorado. Ele alertou sobre promessas consideradas inexequíveis no debate público. “Comprarmos ilusão como compramos no passado é um erro”, disse. Para empresários do comércio e da indústria do noroeste paulista, a declaração sinaliza cautela diante de propostas que podem afetar a confiança e o planejamento de investimentos.
Juros e regime fiscal
Na avaliação do ministro, o governo tem como desafio imediato avançar na redução da taxa de juros e reforçar um regime fiscal confiável. “Temos que rever a taxa de juros e fazer uma política fiscal crível”, declarou. Durigan também buscou reforçar a disposição do governo de manter e aperfeiçoar o arcabouço fiscal. “Fizemos uma regra fiscal, que precisa melhorar, e que tem de se manter”, afirmou.
Segundo ele, a previsibilidade do regime é condição para a queda estrutural do juro e para a melhora das expectativas, com efeitos diretos sobre investimento e crescimento. Para pequenas e médias empresas de Araçatuba e região, juros menores significam crédito mais acessível e capital de giro menos oneroso.
Defesa da agenda econômica
Em recado ao setor de construção, Durigan afirmou que medidas de estímulo e desoneração foram adotadas pela atual administração, inclusive na pauta trabalhista. “Foi o atual governo que desonerou folha de pagamento”, disse aos empresários. A desoneração da folha é um ponto sensível para setores intensivos em mão de obra, como a construção civil e o comércio varejista, que empregam grande parte da força de trabalho local. Ao defender a agenda econômica do governo Lula, Durigan citou resultados de mercado anteriores e indicadores de risco como evidências de trajetória consistente.
Indicadores de risco e crédito
Segundo ele, o risco País caiu no atual governo, enquanto teria subido na gestão anterior. Durigan também mencionou melhora na percepção de crédito do Brasil sob as regras fiscais atuais. “No nosso governo teve (melhora), com as nossas regras fiscais”, disse. A redução do risco País tende a baratear o custo de captação para empresas brasileiras, inclusive para negócios do interior paulista que dependem de financiamento para expansão. A fonte não detalhou os números exatos da queda, mas o ministro enfatizou a trajetória positiva.
Compromisso e cenário eleitoral
Ao final, o ministro procurou reforçar seu compromisso com a agenda econômica do governo e minimizou leituras de permanência no cargo como questão pessoal. “Eu me movo por princípios e não por apego ao cargo”, afirmou. O ministro disse que 2026 tende a marcar um ano diferente de 2022, com democracia em festa e sem bagunça no País. Para o setor produtivo, a declaração busca transmitir estabilidade institucional, fator essencial para a retomada de investimentos de longo prazo.
A fonte não detalhou quais seriam as medidas concretas para garantir esse cenário.
Perguntas Frequentes
O que Dario Durigan disse sobre a euforia do mercado após o primeiro turno?
Durigan afirmou ter dificuldade em entender essa euforia, sugerindo que promessas de superávit de 1,5% do PIB são ilusões vendidas ao eleitorado.
Quais são os principais pontos da agenda econômica defendida por Durigan?
Ele defende combinar responsabilidade fiscal, credibilidade e esforço contínuo para melhorar as contas públicas, além de reduzir a taxa de juros e manter um regime fiscal confiável.
Como Durigan avaliou o risco País e a percepção de crédito do Brasil no atual governo?
Segundo o ministro, o risco País caiu no atual governo, enquanto teria subido na gestão anterior, e houve melhora na percepção de crédito do Brasil sob as regras fiscais atuais.




























