Ferrari elétrico Luce: primeiro modelo causa polêmica

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Ferrari elétrico Luce: primeiro modelo causa polêmica

A Ferrari apresentou oficialmente seu primeiro veículo elétrico, o modelo Luce, em um evento que reuniu convidados selecionados. O lançamento, no entanto, gerou forte reação negativa de investidores e nas redes sociais, com críticas ao design e à aposta na eletrificação. Metade dos convidados do evento nunca havia comprado uma Ferrari, indicando uma mudança estratégica da marca.

Design polarizador e preço elevado

O Luce foi projetado pelo ex-designer-chefe da Apple, Sir Jony Ive, e seu design futurista em concha quebra com a estética tradicional da marca. O diretor-executivo Benedetto Vigna classificou a forma como ‘propositalmente polarizadora’. O modelo custa €550 mil, cerca de R$3 milhões, posicionando-se no topo do mercado de luxo elétrico.

Estratégia mira novos clientes

Pela primeira vez na história da Ferrari, novos clientes terão a mesma prioridade que os tradicionais na fila de pedidos. O alvo declarado são empreendedores de tecnologia do Vale do Silício e entusiastas de carros elétricos que nunca pisaram num showroom da Ferrari. A proporção de novos clientes em eventos de lançamento normalmente fica entre 10% e 20%, mas no lançamento do Luce esse índice chegou a 50%.

Reação negativa nas redes

Nas redes sociais, a insatisfação foi evidente. Um usuário do X disse: ‘Desculpa quem gosta dessa tecnologia. Mas não me identifico com a Ferrari fazendo veículos elétricos e carros tão feios’. Apesar das críticas, a marca parece não se abalar. Ao Financial Times, o analista independente Scott Sherwood afirmou que é irrelevante para a Ferrari o que seus clientes atuais pensam do Luce. ‘Se ele teve um desempenho suficientemente bom entre os entusiastas de tecnologia para preencher a carteira de pedidos, é só com isso que eles se preocupam’, disse Sherwood.

Concorrência no segmento de luxo

Enquanto a Ferrari avança com o elétrico, outras marcas de luxo adotam posturas diferentes. A Lamborghini cancelou recentemente os planos de lançar seu primeiro elétrico até 2030 e anunciou um híbrido plug-in no lugar. A Lotus, da chinesa Geely, recuou para híbridos. A Bentley segue com planos de lançar seu primeiro elétrico no próximo ano, mas reduziu as ambições e manterá híbridos plug-in após 2035. Já a Rolls-Royce, da BMW, apostará em elétricos feitos sob medida para apenas 100 colecionadores ultra-ricos.

Concorrência chinesa no horizonte

No mercado de supercarros elétricos, a BYD também marca presença com o Yangwang U9, que custa aproximadamente R$13 milhões. A BYD, que se consolidou globalmente com modelos mais acessíveis, agora investe em produtos de altíssimo desempenho. Um executivo da BYD disse: ‘Investimos muito dinheiro nisso, mas também trabalhamos para tornar este carro lucrativo’. A Ferrari, com o Luce, busca conquistar um novo perfil de cliente, mas enfrenta o desafio de equilibrar tradição e inovação em um mercado cada vez mais competitivo.

Perguntas Frequentes

Qual é o preço do primeiro carro elétrico da Ferrari, o Luce?

O modelo Luce custa € 550 mil, o que equivale a cerca de R$ 3 milhões.

Quem projetou o design do Ferrari Luce?

O modelo Luce foi projetado pelo ex-designer-chefe da Apple, Sir Jony Ive.

Por que os fãs da Ferrari estão revoltados com o lançamento do primeiro elétrico?

Os fãs criticam o design futurista em concha, que quebra a estética tradicional da marca, e a decisão de priorizar novos clientes, como empreendedores de tecnologia, na fila de pedidos.

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