Apesar do petróleo, Ibovespa fecha em alta com apoio de bancos e Vale

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Ibovespa fecha em alta com bancos e Vale, apesar de petróleo

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, ampliando a sequência positiva, em movimento sustentado principalmente por ações de bancos e da Vale. Dessa forma, o índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 1,55%, a 174.576,80 pontos, mesmo com a queda do petróleo derrubando as petroleiras. O resultado foi favorecido pela queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, que impulsionou o fluxo comprador na bolsa brasileira. Além disso, o movimento ocorre em um cenário de expectativa pela política monetária dos Estados Unidos.

Alta impulsionada por bancos e Vale

O movimento de alta do Ibovespa foi puxado, sobretudo, pelas ações de bancos e da Vale, que sustentaram o índice em terreno positivo. Consequentemente, a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos reduziu a atratividade da renda fixa global, o que tende a beneficiar ativos de maior risco, como ações. Ademais, esse cenário externo favorável contribuiu para a recuperação do mercado acionário brasileiro na sessão, mesmo com o recuo do petróleo, que pressionou as petroleiras.

Entre os destaques, a Magazine Luiza ON saltou 9,13%. Além disso, o movimento foi endossado pelo alívio nas taxas dos contratos de DI. Consequentemente, a queda das taxas favoreceu outros papéis sensíveis a juros:

  • Assaí ON: avançou 7,82%
  • Cury ON: fechou em alta de 7,49%
  • Localiza ON: subiu 5,79%

Petróleo em queda pressiona petroleiras

Apesar do tom positivo do Ibovespa, o mercado de petróleo operou em queda. Isso, por outro lado, derrubou as ações das petroleiras listadas na bolsa. No entanto, o impacto negativo desses papéis foi compensado pela força dos bancos e da Vale, evitando que o índice encerrasse a sessão no vermelho. Todavia, a queda do petróleo não foi suficiente para tirar o Ibovespa do campo positivo.

Mercado aguarda Warsh e PCE

A pauta norte-americana na semana está no radar dos investidores. Ademais, o discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, na conferência de Jackson Hole, na sexta-feira, é um dos destaques. De acordo com o sócio e assessor da Blue3 Investimentos, Willian Queiroz, o mercado está na expectativa da fala de Warsh, principalmente por sinais que possam apontar a direção dos juros da maior economia do mundo.

Antes de Warsh, o foco deve ficar no índice de preços para despesas com consumo pessoal de julho, o PCE. Ou seja, essa é a medida de inflação preferida do banco central dos EUA, que será divulgada na quarta-feira. Além disso, na mesma data também será divulgado o balanço trimestral da Nvidia. Portanto, os participantes do mercado acompanham esses indicadores para calibrar suas posições.

Fluxo estrangeiro e destaques do pregão

Números da B3 sobre a movimentação de estrangeiros também trouxeram algum alento a agentes financeiros no pregão brasileiro após fortes vendas em agosto. Em seguida, no último dia 21, houve uma entrada líquida de R$ 1,76 bilhão. O saldo do mês, porém, permanece negativo em R$ 21,44 bilhões. Todavia, para Thiago Pedroso, responsável pela área de renda variável da Criteria, “se as entradas continuarem, a recuperação recente do Ibovespa começa a ganhar um fundamento mais consistente e deixa de parecer apenas um repique técnico”. Dessa forma, a avaliação é de que o fluxo estrangeiro segue como um termômetro relevante para a bolsa.

Entre os destaques negativos, YDUQS ON cedeu 1,58%. No entanto, o movimento ocorreu após disparar quase 13% na véspera. Ademais, na segunda-feira, o grupo de educação informou que mantém tratativas “em estágio inicial” com a Afya para uma possível combinação de negócios envolvendo as empresas.

Impacto regional e perspectivas

O desempenho do Ibovespa é acompanhado de perto por empresários e comerciantes da região noroeste paulista, que enxergam no mercado de capitais um termômetro da confiança econômica. Dessa forma, a recuperação do índice, se sustentada, pode ajudar a melhorar o ambiente de negócios em municípios como Araçatuba, Birigui, Penápolis, Andradina e Mirandópolis. Além disso, a expectativa é de que os próximos eventos, como o discurso de Warsh e a divulgação do PCE, tragam mais clareza sobre os rumos da economia global e, assim, orientem as decisões de investimento na região. O cenário externo, portanto, é monitorado de perto na região.

Perguntas Frequentes

Por que o Ibovespa subiu apesar da queda do petróleo derrubar as petroleiras?

O Ibovespa fechou em alta de 1,55%, aos 174.576,80 pontos, sustentado principalmente por ações de bancos e da Vale. Além disso, a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano favoreceu o fluxo comprador na bolsa, enquanto a queda do petróleo derrubou as petroleiras.

Como reagiram as ações da YDUQS e da Magazine Luiza no pregão?

A YDUQS ON cedeu 1,58%, após disparar quase 13% na véspera, em meio a tratativas com a Afya. Por outro lado, a Magazine Luiza ON saltou 9,13%, junto com outras ações sensíveis a juros: Assaí ON avançou 7,82%, Cury ON fechou em alta de 7,49% e Localiza ON subiu 5,79%.

Quais eventos nos EUA o mercado monitora e como está o fluxo de estrangeiros na B3?

O mercado aguarda o índice PCE de julho, medida de inflação preferida do Fed, na quarta-feira, e o discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no Jackson Hole, na sexta-feira. Além disso, na B3, houve entrada líquida de R$ 1,76 bilhão de estrangeiros em 21 de agosto, mas o saldo do mês segue negativo em R$ 21,44 bilhões.

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