BAIC Brasil: montadora chinesa planeja produção local

Crédito: CNN Brasil
A montadora chinesa BAIC está desembarcando no Brasil com um plano ambicioso: produção local, abertura de 50 concessionárias a cada seis meses e a meta de ocupar uma posição entre as cinco maiores marcas do País. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (27) durante o Festival Interlagos, em São Paulo, onde os dois primeiros modelos da marca estão expostos.
O grupo quer ter no Brasil sua maior operação fora da China. Presente em mais de 130 países, incluindo a Argentina, e com vendas de 1,75 milhão de veículos no ano passado, a BAIC aposta no mercado brasileiro como peça-chave de sua expansão global.
Primeiro modelo chega em novembro
O lançamento do primeiro modelo – o Arcfox T1, um hatch compacto elétrico – está previsto para novembro em 50 revendas. Depois disso, virá o Arcfox T5, um utilitário esportivo, também elétrico, seguido pela expansão da rede de distribuição para 150 pontos de venda até o fim do ano que vem.
Os preços, porém, só serão divulgados no lançamento. A estratégia inicial foca em veículos 100% elétricos, mas a BAIC pretende trazer ao Brasil um portfólio diversificado, com carros de outras categorias e tipos de motorização, como híbridos e a combustão. O plano prevê o lançamento de um modelo a cada três meses.
Meta: top 5 até 2030
O objetivo declarado é entrar no ranking das dez marcas mais vendidas no Brasil até 2028, quando a montadora pretende já ter dez produtos no País e a produção local de alguns deles. Em uma segunda etapa, o grupo estabeleceu como meta, até 2030, estar entre as cinco maiores, o que, considerando o ranking do ano passado – quando a Toyota ocupou a quinta colocação -, pressupõe a venda de mais de 170 mil carros, cerca de 7% do mercado.
Para alcançar esse volume, a BAIC aposta em uma rede de concessionárias em rápida expansão e na nacionalização da produção. A empresa estuda três opções no plano de manufatura: construir uma fábrica totalmente nova, no chamado projeto greenfield; adquirir uma fábrica; ou alugar o espaço de alguma montadora já instalada.
Produção local com peças importadas
Segundo Oswaldo Ramos, diretor de operações da BAIC no Brasil, o plano é importar peças, e não apenas finalizar a produção de automóveis que chegam ao Brasil parcialmente montados. “Não vai ser um processo de importar em kits CKD e SKD. Vamos importar, no processo peça a peça, os componentes que não têm similar nacional e ter uma curva rápida de nacionalização dos componentes que têm disponibilidade no Brasil”, adianta Ramos.
Ramos também liderou o lançamento da GWM no Brasil, trazendo experiência no mercado automotivo nacional. A estratégia de produção local pode gerar empregos e movimentar a cadeia de fornecedores, com impacto potencial em regiões industriais do interior paulista, como Araçatuba e Birigui, conhecidas por polos metalmecânicos e de autopeças.
Impacto para o comércio regional
Para empresários e comerciantes do noroeste paulista, a chegada da BAIC pode abrir oportunidades de negócios, seja na futura rede de concessionárias, seja no fornecimento de componentes e serviços. A expansão da marca deve aquecer o mercado de trabalho local e atrair investimentos em infraestrutura de recarga para veículos elétricos.
A fonte não detalhou prazos para o início da produção local nem valores de investimento. No entanto, a meta de estar entre as cinco maiores marcas até 2030 sinaliza um compromisso de longo prazo com o Brasil, o que tende a beneficiar o setor automotivo como um todo.
Perguntas Frequentes
Quando a BAIC lançará seu primeiro carro no Brasil e qual será o modelo?
O primeiro modelo, o Arcfox T1, um hatch compacto elétrico, será lançado em novembro em 50 revendas.
Qual é a meta da BAIC para participação no mercado brasileiro até 2030?
A BAIC pretende estar entre as cinco maiores marcas até 2030, o que exigiria vender mais de 170 mil carros, cerca de 7% do mercado.
Como a BAIC planeja realizar a produção local no Brasil?
A empresa estuda três opções: construir uma fábrica nova (greenfield), adquirir uma fábrica existente ou alugar espaço de outra montadora. O plano é importar peças e nacionalizar componentes com similar nacional.




























