Aumento do ICMS sobre combustíveis em 2027: veja valores em SP

Crédito: G1
A partir de 1º de fevereiro de 2027, os contribuintes paulistas passarão a pagar mais caro pelo ICMS incidente sobre gasolina, óleo diesel e gás de cozinha. A decisão foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em 29 de outubro e terá efeito em todos os estados brasileiros. Em São Paulo, estado com a maior participação no PIB nacional, o acréscimo por litro deve variar entre R$ 0,07 e R$ 0,13, conforme estimativa da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Reajuste nacional atinge três combustíveis
Os novos valores entram em vigor em 1º de fevereiro de 2027. O óleo diesel terá o maior reajuste, de 11,1%, enquanto a gasolina e o gás sobem 4,5% e 4,8%, respectivamente. A medida foi aprovada pelos governadores que integram o Confaz e vale para todo o território nacional. Com isso, empresas de transporte, indústria e comércio devem recalcular seus custos operacionais.
Em São Paulo, a gestão Tarcísio de Freitas divulgou uma tabela com os valores estimados do acréscimo por litro. A fonte não detalhou os valores exatos para cada combustível, mas indicou a faixa de R$ 0,07 a R$ 0,13. Esse reajuste impacta diretamente o frete rodoviário, principal modal de escoamento da produção no interior paulista.
Impacto no comércio e na indústria regional
Para empresários de Araçatuba, Birigui, Penápolis, Andradina e Mirandópolis, o aumento do ICMS sobre o diesel tende a elevar o custo do transporte de insumos e mercadorias. O gás de cozinha mais caro também pressiona restaurantes, padarias e pequenas indústrias que utilizam GLP em seus processos. A Fecomercio e o Sebrae ainda não se manifestaram oficialmente sobre o tema, mas a expectativa é de repasse gradual aos preços finais.
O reajuste ocorre em um momento de recuperação econômica, o que pode reduzir margens de lucro de micro e pequenas empresas. A Associação Comercial e Empresarial de Araçatuba (ACIA) recomenda que os gestores revisem planilhas de custos e avaliem estratégias de logística para mitigar o impacto.
Boulos critica Tarcísio e gera embate
O reajuste gerou um desentendimento público entre o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Lula, Guilherme Boulos (PSOL), e o governador Tarcísio de Freitas. Em vídeo publicado nas redes sociais, Boulos disse que o reajuste do imposto estadual afetaria não só o preço do combustível para os caminhoneiros, mas também aumentaria o preço dos alimentos nos supermercados, já que o transporte de mercadorias é feito por rodovias.
O ministro acusou Tarcísio diretamente pelo aumento e afirmou que ele descumpre promessas de campanha feitas em várias entrevistas na mídia. Após a publicação, o Palácio dos Bandeirantes divulgou uma nota do governador paulista que chamou de “lamentável” a declaração do ministro e afirmou que o vídeo dele “distorce os fatos para fazer ataques políticos”.
Governo de SP rebate e Boulos responde
“É lamentável que um ministro de estado distorça os fatos para fazer ataques políticos. Quem ocupa um cargo dessa importância deveria esclarecer a população, não espalhar desinformação”, disse o governo. Após a nota, Boulos rebateu Tarcísio e disse que as declarações “não mudam nada em relação à incoerência de Tarcísio com seu discurso de campanha. Passou meses atacando Lula a respeito de impostos”.
O embate evidencia a polarização em torno da política tributária estadual. Para o setor produtivo, o mais relevante é o efeito prático: a partir de fevereiro de 2027, o custo de abastecimento e de insumos derivados de combustíveis será maior.
O que muda na rotina das empresas
Com o reajuste, empresas que dependem de frota própria ou de transportadoras terão aumento no custo por quilômetro rodado. O diesel, com alta de 11,1%, é o item mais sensível para o agronegócio e para a distribuição de mercadorias. Já o gás de cozinha, com 4,8%, afeta diretamente o setor de alimentação fora do lar e pequenas indústrias.
Os contribuintes devem se preparar para a nova alíquota efetiva a partir de 1º de fevereiro de 2027. A recomendação é revisar contratos de frete, renegociar prazos com fornecedores e, se possível, antecipar compras de insumos antes da virada do imposto. A fonte não detalhou se haverá algum mecanismo de compensação ou crédito presumido para as empresas paulistas.
Perguntas Frequentes
Qual será o aumento do ICMS sobre a gasolina em São Paulo a partir de 1º de fevereiro de 2027?
O ICMS sobre a gasolina terá um reajuste de 4,5%, resultando em um acréscimo de R$ 0,07 a R$ 0,13 por litro, conforme a gestão Tarcísio de Freitas.
Quais são os percentuais de aumento do ICMS para diesel e gás de cozinha em 2027?
O óleo diesel terá o maior reajuste, de 11,1%, enquanto o gás de cozinha sobe 4,8%, a partir de 1º de fevereiro de 2027.
Por que o aumento do ICMS sobre combustíveis gerou polêmica entre Guilherme Boulos e Tarcísio de Freitas?
Boulos criticou o reajuste, afirmando que afetaria caminhoneiros e preços de alimentos, e acusou Tarcísio de descumprir promessas de campanha; Tarcísio rebateu, chamando as declarações de ‘lamentáveis’ e ‘distorcidas’.




























