Acordo EUA-Irã derruba taxas do Tesouro e reverte alta da Selic

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Acordo EUA-Irã derruba taxas do Tesouro e reverte alta da Selic

O anúncio do acordo entre Estados Unidos e Irã, confirmado pelo premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, provocou uma queda nas taxas do Tesouro Direto nesta segunda-feira (15) e reverteu a precificação de alta da Selic. Os prefixados voltaram a ficar abaixo do nível atual da Selic, enquanto os títulos atrelados à inflação registraram recuo. O movimento é atribuído à redução do prêmio geopolítico do petróleo e à expectativa de alívio nas pressões inflacionárias globais.

Impacto no Tesouro Direto

As taxas do Tesouro Direto foram divulgadas às 9h30 desta segunda-feira (15). O Tesouro IPCA+ 2040 caiu de 7,31% na sexta para 7,25%. O IPCA+ 2050 recuou de 7,05% para 7,02%, e o IPCA+ 2060 com juros semestrais caiu de 7,23% para 7,19%. Os prefixados também recuaram, voltando ao patamar inferior à Selic atual, o que sinaliza uma reversão nas expectativas de alta da taxa básica de juros. A queda ocorre em meio à reabertura do Estreito de Ormuz, que retira o prêmio geopolítico do petróleo e reduz o custo das commodities energéticas.

Efeitos sobre inflação e risco local

Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, avalia que o movimento tende a aliviar a pressão sobre a inflação implícita e pode ajudar a reduzir a percepção de risco local, especialmente se o mercado interpretar que a melhora externa veio para ficar. A trégua no Oriente Médio reduz o prêmio de risco do Brent e reforça um cenário positivo para ações, apesar do impacto nos lucros de petroleiras. A Strategy informou nova compra de US$ 100 milhões, indicando confiança no ambiente de mercado.

Cautela com câmbio e cenário externo

Apesar do otimismo, é preciso ter cautela, pois o câmbio deve seguir sensível à combinação entre juros americanos elevados, leitura do Copom e qualquer reversão do acordo no Oriente Médio. O espaço para apreciação do real existe, mas continua condicionado ao comportamento do dólar lá fora e ao noticiário de risco. Para empresários do interior paulista, a redução das taxas pode baratear o crédito e estimular investimentos, mas a volatilidade cambial ainda exige atenção.

Perguntas Frequentes

Como o acordo EUA-Irã afetou as taxas do Tesouro Direto?

O acordo derrubou as taxas do Tesouro Direto: o IPCA+ 2040 caiu de 7,31% para 7,25%, o IPCA+ 2050 recuou de 7,05% para 7,02%, e o IPCA+ 2060 com juros semestrais caiu de 7,23% para 7,19%.

Quem confirmou o acordo entre EUA e Irã?

O premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou que EUA e Irã fecharam um acordo.

Qual foi o impacto do acordo na precificação da Selic?

O acordo reverteu a precificação de alta da Selic, com os prefixados voltando abaixo do nível atual da Selic.

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