Brasil corre risco de ficar para trás na corrida da IA

Crédito: Folha de S.Paulo
O Brasil corre o risco de ficar para trás na corrida da inteligência artificial (IA). Enquanto a tecnologia avança em ritmo acelerado e promete elevar a produtividade, acelerar a inovação e transformar a economia, o país enfrenta desafios estruturais que podem comprometer sua competitividade. Para transformar a adoção da IA em ganhos reais de produtividade, será necessário superar gargalos em educação e infraestrutura.
Educação: gargalo histórico
O Brasil convive há décadas com um sistema educacional incapaz de formar profissionais qualificados em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Essa deficiência limita a capacidade do país de gerar inovação e de absorver as novas tecnologias. A falta de mão de obra especializada é um dos principais entraves para que empresas brasileiras possam competir globalmente no setor de IA.
Uma pesquisa da Fundação Itaú, divulgada no fim de 2025, mostrou que 84% dos estudantes e 79% dos professores já usaram ferramentas de IA. O dado indica que o acesso à tecnologia não é mais o principal problema. O desafio deixou de ser apenas o acesso e passou a ser transformar a adoção em ganhos de produtividade. Para isso, é preciso investir na formação de profissionais capazes de aplicar a IA de forma estratégica.
Infraestrutura insuficiente
A revolução digital depende de investimento em chips avançados, data centers, energia confiável e abundante e profissionais altamente qualificados. No entanto, o Brasil não oferece energia competitiva nem infraestrutura adequada para atrair grandes investimentos em centros de processamento de dados. Sem essas condições, o país fica em desvantagem na corrida tecnológica.
Enquanto isso, a China acelera investimentos em infraestrutura energética e na indústria tecnológica para reduzir dependência do Ocidente. O movimento chinês contrasta com a realidade brasileira, onde a falta de planejamento de longo prazo dificulta a atração de capital estrangeiro para o setor de IA. Para não ficar para trás, o Brasil precisa agir rapidamente.
Oportunidade e urgência
A inteligência artificial avança em ritmo acelerado e promete elevar a produtividade, acelerar a inovação e transformar a economia. Países que investirem em educação, infraestrutura e energia terão vantagem competitiva. O Brasil, no entanto, ainda patina nesses quesitos. Sem uma estratégia coordenada, o risco de ficar para trás na corrida da IA é real.
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, o cenário exige atenção. A adoção de IA pode trazer ganhos de eficiência para pequenos e médios negócios, mas depende de um ambiente favorável. Enquanto o país não superar seus gargalos, o potencial transformador da tecnologia pode não se concretizar plenamente.
Perguntas Frequentes
Quais são os principais gargalos que o Brasil precisa superar para não ficar para trás na corrida da IA?
O Brasil precisa superar gargalos em educação e infraestrutura, como um sistema educacional incapaz de formar profissionais qualificados em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, além de falta de energia competitiva e infraestrutura adequada para atrair grandes investimentos em data centers.
Como está o uso de ferramentas de IA entre estudantes e professores no Brasil?
Uma pesquisa da Fundação Itaú do fim de 2025 mostrou que 84% dos estudantes e 79% dos professores usaram ferramentas de IA, indicando que o desafio agora é transformar essa adoção em ganhos de produtividade.
O que a China está fazendo para avançar na corrida da IA que o Brasil não está?
A China acelera investimentos em infraestrutura energética e na indústria tecnológica para reduzir dependência do Ocidente, enquanto o Brasil não oferece energia competitiva nem infraestrutura adequada para atrair grandes investimentos em centros de processamento de dados.




























