CAML3: ação cai 18% após resultado fraco no trimestre

Crédito: InfoMoney
Queda de 18% após balanço
A Camil Alimentos (CAML3) amargou uma queda de 18,18% na bolsa na quarta-feira (15), fechando a R$ 4,41, na mínima do dia. O movimento ocorreu após a companhia reportar resultados fracos no primeiro trimestre de 2026, frustrando as expectativas do mercado.
A ação abriu o dia em queda profunda e manteve a baixa durante toda a sessão, refletindo a reação negativa dos investidores aos números divulgados.
Ebitda cai 48% no trimestre
O Ebitda ajustado da Camil recuou 48% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 36 milhões. A principal decepção, segundo analistas, foi a operação internacional da companhia, que pesou sobre o resultado consolidado.
No Brasil, o Ebitda ajustado alcançou R$ 164 milhões, um crescimento de 2% na comparação anual. Contudo, a margem Ebitda ajustada no país foi de 8,1%, uma queda de 20 pontos-base em relação ao ano anterior.
Receita cresce, mas preços caem
A receita líquida da Camil somou R$ 2 bilhões, alta de 5% na comparação anual. O volume de vendas teve um crescimento expressivo de 14%, mas os preços realizados caíram 8%. Segundo o Bradesco BBI, essa queda de preços foi melhor do que o mercado esperava.
Apesar do aumento de volume, a pressão sobre os preços impactou a rentabilidade da companhia no período.
Cenário desafiador para 2026
Para o Bradesco BBI, o ano de 2026 está mais desafiador do que o esperado para a Camil. O banco destacou que a operação internacional foi a principal decepção do trimestre, contribuindo para o fraco desempenho.
O Itaú BBA, por sua vez, vê valor a ser destravado na tese de investimento da Camil no longo prazo. A margem bruta no Brasil chamou atenção positivamente, segundo o banco, que também aponta um possível catalisador com a mudança nas expectativas para os preços do arroz devido a sinais de um evento de El Niño mais intenso.
Juros altos limitam interesse
O ambiente de juros elevados e alto custo de oportunidade tende a limitar o interesse dos investidores institucionais pela Camil, de acordo com o Itaú BBA. Até que a alavancagem diminua e a geração de caixa melhore, a companhia deve permanecer como está, sem grandes mudanças na percepção de risco.
Os próximos trimestres serão cruciais para avaliar se a empresa conseguirá reverter o cenário adverso e recuperar a confiança do mercado.
Perguntas Frequentes
Por que a ação da Camil (CAML3) caiu 18%?
A ação caiu 18,18% para R$ 4,41 após a Camil reportar resultados fracos no primeiro trimestre de 2026, com Ebitda ajustado caindo 48% para R$ 36 milhões, principalmente devido à decepção na operação internacional.
Qual foi o desempenho da Camil no Brasil no primeiro trimestre de 2026?
No Brasil, o Ebitda ajustado foi de R$ 164 milhões, alta de 2% ano a ano, com margem de 8,1% (queda de 20 pontos-base). A receita líquida foi de R$ 2 bilhões (+5%), com volume de vendas subindo 14% e preços caindo 8%.
O que os analistas esperam para a Camil no longo prazo?
O Itaú BBA vê valor a ser destravado no longo prazo, destacando a margem bruta positiva no Brasil e um possível catalisador com mudanças nos preços do arroz devido ao El Niño. Porém, juros elevados e alta alavancagem limitam o interesse de investidores.




























