Casal fatura R$ 50 mil por mês com fazenda vertical de microverdes

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Casal fatura R$ 50 mil/mês com fazenda vertical microverdes

Em uma sala comercial de Florianópolis, em Santa Catarina, bandejas iluminadas por luzes artificiais substituem o cenário tradicional de uma lavoura. É nesse ambiente controlado que um casal de empreendedores cultiva microverdes — hortaliças colhidas ainda nos primeiros estágios de desenvolvimento — e alcança faturamento mensal de R$ 50 mil. A iniciativa, que combina agricultura e tecnologia, abastece hoje 95 pontos de venda, entre restaurantes e supermercados da capital catarinense.

Por trás do negócio estão a advogada Laíla Ribeiro e o engenheiro de produção Leonardo Corrêa. O casal trocou a rotina acelerada de São Paulo pela capital catarinense em busca de mais qualidade de vida e encontrou na agricultura urbana uma oportunidade para empreender. A transição, no entanto, não foi imediata: antes de iniciar a operação, eles mergulharam no universo da agricultura.

Do estudo à prática no cultivo protegido

Embora não tivessem formação em agronomia, Laíla e Leonardo passaram a estudar hidroponia, cultivos protegidos e modelos de startups voltados à inovação há sete anos. Esse período de aprendizado foi essencial para que o casal desenvolvesse tecnologia própria para cultivar alimentos em ambiente controlado. A dedicação aos estudos permitiu que eles dominassem os fundamentos necessários para criar uma fazenda vertical viável.

A ideia ganhou força quando o casal conheceu o conceito de fazendas verticais, estruturas que permitem produzir alimentos em áreas urbanas utilizando tecnologia para controlar iluminação, irrigação e temperatura. A aposta atraiu investidores, que viram potencial no modelo de negócio. Com isso, a startup começou a ganhar tração e a estruturar sua operação em Florianópolis.

Aportes financeiros impulsionam a startup

Em 2022, a startup recebeu um aporte-anjo de R$ 400 mil. Dois anos depois, obteve mais R$ 702 mil por meio do programa Tecnova, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Esses investimentos foram fundamentais para expandir a produção e aprimorar a infraestrutura tecnológica da fazenda vertical.

Com os recursos, o casal conseguiu ampliar a capacidade produtiva e consolidar a presença no mercado local. A empresa passou a produzir 25 espécies diferentes de microverdes, atendendo a uma demanda crescente de restaurantes e supermercados. O faturamento mensal de R$ 50 mil reflete a aceitação do produto no setor gastronômico e varejista.

Tecnologia própria monitora toda a operação

O diferencial do negócio está na combinação entre produção agrícola e tecnologia. Todo o funcionamento da fazenda é monitorado por um aplicativo desenvolvido pelos próprios empreendedores. A plataforma controla diferentes etapas da operação, desde a iluminação e a irrigação até o planejamento da produção. Esse nível de automação garante eficiência e padronização dos cultivos.

Além disso, o sistema permite acompanhar em tempo real as condições de cada bandeja, otimizando o uso de recursos como água e energia. A gestão integrada também facilita a logística de entrega, assegurando que os microverdes cheguem frescos aos pontos de venda. A inovação tecnológica é um dos pilares que sustentam o crescimento do empreendimento.

Impacto no comércio e na gastronomia local

O sucesso da fazenda vertical de microverdes demonstra o potencial da agricultura urbana para abastecer o comércio local com produtos frescos e de alta qualidade. Para empresários do setor de alimentos, a parceria com fornecedores locais pode reduzir custos logísticos e garantir insumos diferenciados. A experiência do casal catarinense serve de inspiração para empreendedores de outras regiões, incluindo o interior paulista.

Em cidades como Araçatuba, Birigui e Penápolis, iniciativas semelhantes poderiam atender à demanda de restaurantes e supermercados por produtos premium. Embora a fonte não detalhou planos de expansão para outras localidades, o modelo de negócio mostra-se escalável e adaptável a diferentes contextos urbanos. A tendência é que a produção local de alimentos ganhe cada vez mais espaço no mercado.

Perguntas Frequentes

Quanto fatura por mês a fazenda vertical de microverdes criada pelo casal em Florianópolis?

A fazenda vertical fatura R$ 50 mil por mês.

Quantas espécies de microverdes a empresa produz e quantos pontos de venda abastece?

A empresa produz 25 espécies diferentes de microverdes e abastece 95 pontos de venda, entre restaurantes e supermercados.

Quais investimentos a startup recebeu para desenvolver a fazenda vertical?

Em 2022, a startup recebeu um aporte-anjo de R$ 400 mil e, dois anos depois, obteve mais R$ 702 mil por meio do programa Tecnova, com recursos da Finep e da Fapesc.

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