Dólar hoje: moeda vai a R$ 5,12 com dados de emprego dos EUA

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Dólar hoje: moeda vai a R$ 5,12 com dados de emprego dos EUA

O dólar à vista encerrou em alta de 1,76% nesta sexta-feira (5), cotado a R$ 5,1555 — o maior valor desde 2 de abril. A moeda norte-americana ganhou força após dados de emprego nos Estados Unidos superarem as expectativas do mercado. O Ibovespa, por sua vez, recuou 0,77%, fechando abaixo dos 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro.

Geração de empregos nos EUA surpreende

O Departamento do Trabalho informou a geração de 172 mil postos de trabalho em maio, número bem acima dos 85 mil projetados por economistas ouvidos pela Reuters. Esse resultado indica que o Federal Reserve (Fed) deve manter os juros pressionados, elevando as apostas de uma alta da taxa de juros nos Estados Unidos ainda neste ano. No exterior, a moeda norte-americana também avança ante as demais divisas.

Ibovespa acumula oito semanas de perdas

O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,77%, a 169.019,12 pontos. Na semana, acumulou um declínio de 2,74%, completando oito perdas semanais seguidas — a maior sequência na série histórica desde 1982, conforme dados da LSEG. Dados robustos sobre o mercado de trabalho norte-americano elevaram as apostas de uma alta dos juros nos Estados Unidos neste ano, impactando negativamente o mercado acionário.

Dólar atinge maior cotação desde abril

O dólar à vista encerrou com alta de 1,76%, aos R$ 5,1555, maior cotação desde 2 de abril, quando atingiu R$ 5,1599 na esteira da guerra no Oriente Médio. Na semana, a moeda acumula alta de 2,18% e, no ano, baixa de 6,08%. O número de empregos gerados deu força à percepção de que o Fed tende a trabalhar com taxas de juros mais elevadas, ainda mais em um contexto de guerra no Oriente Médio. Isso impulsionou os rendimentos dos Treasuries.

Mercado eleva apostas em juros mais altos

No fim da tarde, segundo a ferramenta FedWatch da CME, o mercado precificava uma probabilidade de 42,8% de o Federal Reserve elevar a taxa de juros para um intervalo entre 3,75% e 4%, da faixa atual entre 3,50% e 3,75%. Na véspera, a chance era de 38,2%. O FedWatch também mostrou uma probabilidade maior para a taxa chegar ao intervalo de 4% a 4,25% na última reunião do ano — de 22,4%, ante 10,9% na quinta-feira.

Tensões no Oriente Médio ampliam incertezas

Nesta volta do feriado, as atenções também seguiram voltadas para o Oriente Médio, após o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, ter rejeitado na quinta-feira um novo cessar-fogo no Líbano. Israel disse que não iria retirar as tropas do país. Essas decisões minam um possível entendimento entre Teerã e Washington, já que o Irã vem considerando o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah como requisito para um acordo de paz com os EUA.

Perguntas Frequentes

Por que o dólar subiu para R$ 5,12?

O dólar subiu porque os dados de emprego dos EUA mostraram geração de 172 mil postos em maio, acima dos 85 mil esperados, indicando que o Fed deve manter juros elevados, o que fortaleceu a moeda americana.

Quantos pontos o Ibovespa caiu e qual foi a sequência de perdas?

O Ibovespa caiu 0,77%, fechando a 169.019,12 pontos, e acumulou declínio de 2,74% na semana, completando oito perdas semanais seguidas, a maior sequência desde 1982.

Qual foi a probabilidade de alta dos juros nos EUA após os dados de emprego?

A probabilidade de o Fed elevar a taxa para 3,75%-4% subiu para 42,8%, ante 38,2% na véspera, e a chance de chegar a 4%-4,25% na última reunião do ano aumentou para 22,4%, ante 10,9%.

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