Economia Argentina cresce 2% e supera previsões

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Economia Argentina cresce 2% e supera previsões

A economia da Argentina cresceu 2,0% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, informou nesta quinta-feira o órgão de estatísticas do governo Indec. O resultado superou as expectativas dos analistas consultados pela Reuters, que previam expansão de 1,6% para o período de abril a junho. Os dados foram divulgados em Buenos Aires e refletem o desempenho da atividade econômica do país vizinho, importante parceiro comercial do Brasil.

O crescimento anual foi sustentado por setores primários, enquanto a indústria de transformação apresentou retração. Apesar do avanço na comparação interanual, o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,6% na série com ajuste sazonal frente ao primeiro trimestre, interrompendo uma sequência de alta. Essa combinação de resultados sinaliza um cenário de recuperação desigual entre os segmentos produtivos.

Setores primários puxam o crescimento

O desempenho positivo da economia argentina no segundo trimestre foi impulsionado principalmente pelo setor pesqueiro, que registrou crescimento de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior. A mineração e a extração em pedreiras também tiveram alta expressiva, de 16%, enquanto a agricultura, pecuária, caça e silvicultura avançaram 7%, conforme o relatório do Indec. Esses segmentos, voltados à exportação, beneficiaram-se da demanda externa e de condições climáticas favoráveis.

As exportações de bens e serviços subiram 14% na comparação anual, ao passo que as importações caíram 9%. Esse movimento contribuiu para o saldo comercial positivo e ajudou a sustentar o crescimento do PIB no período. A redução das importações também reflete a menor atividade industrial e o controle de gastos em meio ao cenário econômico desafiador.

Indústria manufatureira recua 2%

Entre os principais setores, o manufatureiro registrou uma das quedas mais acentuadas, com contração de 2% em relação ao ano anterior. O recuo da indústria contrasta com o avanço dos setores primários e evidencia a heterogeneidade da recuperação econômica argentina. A fonte não detalhou os subsetores responsáveis pela retração, mas o dado acende alerta para a competitividade do parque fabril do país.

A queda da produção industrial pode ter reflexos no comércio bilateral com o Brasil, uma vez que a Argentina é destino relevante de manufaturados brasileiros. Empresários do noroeste paulista, especialmente dos setores calçadista e de máquinas, acompanham com atenção a demanda do mercado argentino, que historicamente absorve parte da produção regional.

PIB trimestral tem leve contração

Em termos ajustados sazonalmente, o PIB argentino caiu 0,6% no segundo trimestre em relação ao primeiro, marcando a primeira contração trimestral após um aumento de 0,7% no período de janeiro a março. A desaceleração na margem sugere que o impulso inicial do ano perdeu força, ainda que o resultado anual permaneça positivo. A fonte não detalhou os fatores que levaram à queda na comparação trimestral.

A volatilidade dos indicadores argentinos exige cautela na interpretação dos dados. Para o comércio e a indústria do interior de São Paulo, a evolução da economia vizinha é um termômetro importante, pois afeta a demanda por produtos brasileiros e a competitividade em mercados comuns, como o Mercosul.

Impactos para o noroeste paulista

A recuperação da economia argentina, ainda que desigual, pode abrir oportunidades para exportadores da região de Araçatuba, Birigui, Penápolis e Andradina. Setores como calçados, alimentos e autopeças têm na Argentina um mercado tradicional, e o aumento das exportações do país vizinho indica maior capacidade de importação. Contudo, a queda da indústria manufatureira local pode reduzir a demanda por insumos brasileiros.

Entidades como a Associação Comercial e Industrial de Araçatuba (ACIA) e o Sebrae monitoram o cenário para orientar pequenas e médias empresas sobre riscos e oportunidades no comércio bilateral. A variação cambial e as políticas econômicas argentinas seguem como fatores de atenção para quem negocia com o país. A fonte não detalhou projeções para os próximos trimestres.

Perguntas Frequentes

Qual foi o crescimento da economia argentina no segundo trimestre de 2024?

A economia argentina cresceu 2,0% no segundo trimestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as expectativas dos analistas, que previam 1,6%.

Quais setores impulsionaram o crescimento econômico da Argentina no segundo trimestre?

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo setor pesqueiro (alta de 45%), mineração e extração em pedreiras (alta de 16%) e agricultura, pecuária, caça e silvicultura (alta de 7%).

Houve contração trimestral no PIB argentino no segundo trimestre?

Sim, em termos ajustados sazonalmente, o PIB caiu 0,6% em relação ao primeiro trimestre, a primeira contração após um aumento de 0,7% no período de janeiro a março.

Fonte

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