Grande Muralha Solar: China constrói corredor de 400 km

Crédito: Poder360
A China deu um passo decisivo no avanço da energia limpa com a construção da Grande Muralha Solar, um corredor de 400 km de painéis fotovoltaicos no deserto de Kubuqi, na Mongólia Interior. A conclusão está prevista para 2030, e o projeto promete gerar mais eletricidade que quatro usinas de Itaipu.
Corredor solar de 400 km no deserto
Localização estratégica e escala monumental
A Grande Muralha Solar está sendo erguida no deserto de Kubuqi, na região autônoma da Mongólia Interior, noroeste da China. O local foi escolhido pelas condições climáticas favoráveis, com alta radiação solar durante todo o ano. Com 400 quilômetros de extensão, o corredor se estenderá de forma linear, aproveitando ao máximo a topografia plana.
A dimensão do projeto remete à célebre Grande Muralha da China — mas, no lugar de pedras e torres de vigia, agora serão painéis fotovoltaicos capturando luz para gerar energia. A empresa responsável não informou o número exato de módulos, porém a extensão total já coloca o empreendimento entre os maiores do gênero no mundo.
Geração superior a quatro usinas de Itaipu
Um dos aspectos mais impactantes é a projeção de geração de energia da Grande Muralha Solar. Segundo os planejadores, quando estiver em plena operação, o complexo deverá produzir mais do que quatro hidrelétricas de Itaipu — atualmente a maior geradora de energia limpa e renovável do planeta, compartilhada por Brasil e Paraguai.
A comparação direta com Itaipu permite dimensionar o impacto esperado: uma única estrutura poderia suprir a demanda elétrica de dezenas de milhões de residências chinesas, reduzindo a necessidade de termelétricas a carvão, grande fonte de poluição no país. A fonte não revelou a capacidade exata em gigawatts, limitando-se a afirmar que o paralelo com a hidrelétrica sul-americana é apropriado para ilustrar o potencial da muralha solar.
Um dos planos mais audaciosos da China
A Grande Muralha Solar é frequentemente citada entre os projetos de infraestrutura mais ambiciosos da história chinesa. O país já detém a maior capacidade instalada de energia solar do mundo, e essa iniciativa consolida sua trajetória de investimentos em fontes renováveis. Além de diversificar a matriz elétrica, a obra gera milhares de empregos diretos e indiretos na fabricação e instalação dos painéis.
Embora o custo total não tenha sido divulgado, estimativas da indústria apontam cifras na casa de dezenas de bilhões de dólares, reforçando o caráter prioritário do empreendimento. Para o setor empresarial do interior de São Paulo, o exemplo chinês serve de inspiração e alerta: a transição energética global é rápida e pode afetar cadeias produtivas, exigindo adaptação de indústrias e comércios que dependem de energia barata e estável.
Com a Grande Muralha Solar, a China reafirma sua posição na vanguarda da revolução energética, combinando escala monumental e tecnologia de ponta. Caso o cronograma seja mantido, 2030 marcará não apenas a conclusão de uma obra de engenharia, mas um novo capítulo na busca por um planeta mais sustentável.
Perguntas Frequentes
Onde está localizada a Grande Muralha Solar?
No deserto de Kubuqi, na região da Mongólia Interior, noroeste da China.
Qual a extensão da Grande Muralha Solar?
São 400 km de extensão, formando um corredor de painéis solares.
Quanta energia a Grande Muralha Solar deve gerar?
A estimativa é que produza mais energia do que 4 usinas de Itaipu.




























