Ibovespa avança com Itaú e Copom; dólar recua

Crédito: Money Times
Em meio à espera do Copom, o Ibovespa sobe, puxado pelo Itaú (ITUB4), enquanto o dólar cai. Além disso, o Copom reduziu a Selic de 14,25% para 14,00% ao ano, decisão assimilada pelos mercados. No entanto, o cenário reserva atenção para a política, com desdobramentos na corrida presidencial.
Principais destaques
- Sobretudo, Ibovespa opera em alta, sustentado por Itaú (ITUB4), mas perde fôlego após anúncio de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro (PL).
- Além disso, Copom corta a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14,00% ao ano.
- Por outro lado, o dólar recua; EWZ sobe 0,30% por volta das 19h, a US$ 36,22, e encerra o pregão regular com ganho de 0,06%, a US$ 36,11.
- C&A espera segundo semestre positivo após impacto da Copa nas vendas.
- Ademais, Brasil pode perder nota de crédito antes; cenário político segue no radar.
Bolsa sobe com Itaú e perde fôlego
No final da manhã, o principal índice da bolsa brasileira perdeu fôlego após o anúncio de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa à Presidência. No entanto, o Ibovespa sustentava a alta, amparado pelos papéis do Itaú, enquanto o dólar operava em baixa.
No universo de produtos financeiros ligados ao Brasil, o EWZ subia 0,30%, a US$ 36,22, por volta das 19h (horário de Brasília). Em seguida, no pregão regular, o índice encerrou com leve ganho de 0,06%, a US$ 36,11. Dessa forma, esse movimento reforça a leitura de que os ativos brasileiros oscilaram sem direção única ao longo do dia. A atenção do mercado, no entanto, estava voltada para a reunião do Copom.
Copom corta Selic e mantém cautela
O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14,00% ao ano. Assim sendo, a decisão foi assimilada pelos mercados, conforme indicam os movimentos dos ativos após o anúncio.
Leitura de economistas
- Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV, afirmou que o comunicado foi “bastante cauteloso”.
- Rafael Cardoso, economista-chefe do Daycoval, avalia que o Copom mantém portas abertas para novos cortes.
- Ademais, o economista-chefe da G5 Partners também deixa porta aberta para novo corte em setembro, mas com espaço menor.
Dessa forma, o tom do comunicado e as falas de agentes do mercado indicam que o ciclo de flexibilização monetária pode continuar, ainda que em ritmo mais lento. Sobretudo, esse cenário é acompanhado de perto por setores que dependem de crédito, como varejo e indústria.
Política e nota de crédito pressionam
Lula disse que revogar visto de embaixadora nos EUA foi medida “irresponsável e impensada”. Ademais, a declaração ocorre em meio ao acirramento da disputa eleitoral. Por outro lado, Flávio Bolsonaro estanca queda e reforça polarização com Lula; a terceira via segue sem tração.
Matheus Spiess, economista e analista da Empiricus, avalia que a candidatura de Flávio Bolsonaro interrompeu a perda de apoio e voltou a ganhar força. Assim sendo, o anúncio de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro foi o gatilho para o índice perder fôlego no fim da manhã.
Além disso, o Brasil pode perder nota de crédito antes, possibilidade que segue no radar dos investidores. Consequentemente, a combinação de ruído político e risco fiscal mantém o mercado em estado de alerta, com reflexos diretos no câmbio e na bolsa.
C&A espera semestre positivo
A C&A (CEAB3) deve ter 2º semestre positivo após impacto da Copa nas vendas, segundo o CEO. No entanto, a projeção ocorre em um momento em que o consumo das famílias ainda se recupera gradualmente, influenciado pelos juros ainda elevados, mesmo após o primeiro corte do Copom.
Portanto, para o comércio da região noroeste paulista, o desempenho de grandes redes como a C&A funciona como um indicador de confiança do consumidor. Em resumo, a expectativa do CEO de um semestre melhor sinaliza que o varejo pode encontrar algum alívio no segundo semestre, apesar das incertezas econômicas.
Em resumo, a combinação de política monetária, câmbio e cenário político deve continuar guiando os investimentos nos próximos meses. Portanto, empresários e comerciantes de Araçatuba e região devem acompanhar esses desdobramentos para ajustar estratégias de crédito e expansão.
Perguntas Frequentes
Qual foi a decisão do Copom sobre a taxa Selic?
O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14,00% ao ano.
O que motivou a alta do Ibovespa nesta manhã?
O Ibovespa subia com Itaú (ITUB4) e à espera da decisão do Copom.
O Copom sinalizou novos cortes na Selic?
Sim, segundo economistas, o Copom mantém portas abertas para novos cortes em setembro, mas com espaço menor, e o comunicado foi cauteloso.




























