Jequiti venda: negociação passa de R$ 500 milhões

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Jequiti venda: negociação passa de R$ 500 milhões

A Jequiti, empresa de cosméticos fundada em 2006 e fortemente associada à imagem do apresentador Silvio Santos, está próxima de ser adquirida pelo Grupo José Alves. A negociação, estimada em R$ 536 milhões, foi divulgada pelo jornalista Flávio Ricco, do Portal LeoDias, e marca um desfecho para anos de tentativas de venda pelo Grupo Silvio Santos. A transação ainda não foi concluída, mas as partes teriam chegado a um acordo sobre valores e condições.

O movimento acontece após um longo período de dificuldades financeiras da Jequiti, que operou no vermelho nos últimos anos. A família de Silvio Santos já buscava um comprador para a empresa desde antes do falecimento do apresentador, em 2024. A venda representa uma mudança significativa para uma das marcas mais ligadas à trajetória empresarial do comunicador e à programação do SBT.

Histórico da Jequiti e ligação com o SBT

Criada em 6 de outubro de 2006, a Jequiti rapidamente se tornou uma das principais empresas do Grupo Silvio Santos. Sua estratégia de marketing sempre esteve atrelada à exposição constante na grade do SBT, com propagandas e ações integradas à programação. Um dos exemplos mais emblemáticos foi o game show “Roda a Roda”, que entre 2008 e 2017 chegou a ser chamado de “Roda a Roda Jequiti”. A atração retornou posteriormente e permaneceu no ar entre 2021 e 2024, reforçando a presença da marca no imaginário do público.

Essa relação simbiótica com a emissora ajudou a Jequiti a se consolidar no mercado de venda direta, com um portfólio de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais. No entanto, a dependência do canal de TV e as mudanças no comportamento do consumidor impuseram desafios crescentes. A empresa enfrentou concorrência acirrada de gigantes como Natura, O Boticário e Avon, além de um cenário econômico desfavorável para o varejo nos últimos anos.

Tentativas anteriores de venda

Esta não é a primeira vez que a Jequiti esteve perto de trocar de mãos. Em 2024, a empresa foi alvo de negociações com a Cimed, fabricante de medicamentos e produtos de higiene, mas o acordo não avançou. As razões para o fracasso não foram detalhadas pela fonte, mas o episódio evidenciou a urgência do Grupo Silvio Santos em se desfazer do ativo.

Agora, o Grupo José Alves teria conseguido atender às expectativas financeiras e condições impostas pela família Abravanel. Segundo as informações divulgadas, o negócio está “próximo de acontecer”, o que indica que ainda há etapas burocráticas ou contratuais a serem cumpridas. A conclusão definitiva da transação, portanto, permanece incerta.

Quem é o Grupo José Alves

Fundado em 1962, o Grupo José Alves é um conglomerado empresarial com sede em Goiás e atuação diversificada. Entre seus principais negócios estão a Refrescos Bandeirantes, fabricante e distribuidora de produtos Coca-Cola em Goiás e Tocantins, além de empresas como Vitamedic, Unialfa e 3T Systems. O grupo também opera nos setores de educação, saúde, tecnologia, mercado imobiliário e indústria.

A aquisição da Jequiti representaria a entrada do grupo no competitivo mercado de cosméticos e venda direta, setor que movimenta bilhões de reais anualmente no Brasil. Para o Grupo José Alves, a operação pode significar uma diversificação estratégica de portfólio, aproveitando a capilaridade da Jequiti e sua base de consultoras em todo o país.

Impacto para o setor e para o interior paulista

A venda da Jequiti tem potencial para repercutir em todo o ecossistema de venda direta, que emprega milhares de revendedores autônomos. Em cidades do interior paulista, como Araçatuba, Birigui e Penápolis, muitas famílias complementam a renda por meio da revenda de cosméticos. A troca de controle acionário pode trazer mudanças na estratégia comercial, no portfólio de produtos e nas políticas de bonificação para consultoras, o que exige atenção de quem depende dessa atividade.

Além disso, a operação sinaliza um movimento de consolidação no setor, com grupos empresariais de outros segmentos buscando ativos com marca consolidada, mas que enfrentam dificuldades financeiras. Para o comércio local, a eventual reestruturação da Jequiti pode abrir espaço para concorrentes regionais ou estimular novas parcerias de distribuição.

O que esperar da negociação

Embora as informações indiquem que o acordo esteja avançado, a fonte não detalhou prazos para a conclusão da venda. Também não foram divulgados detalhes sobre a estrutura da operação, como pagamento à vista ou parcelado, ou se haverá manutenção da marca Jequiti. O Grupo José Alves não se pronunciou oficialmente sobre o assunto até o momento.

Para os empresários e profissionais do noroeste paulista, a transação serve como um estudo de caso sobre gestão de crise e reposicionamento de ativos. A Jequiti, que já foi um dos braços mais visíveis do império de Silvio Santos, agora caminha para uma nova fase sob o comando de um grupo com perfil industrial e de distribuição. Resta acompanhar se a mudança de controle trará fôlego financeiro e inovação para a marca ou se representará apenas mais um capítulo de reestruturação no competitivo mercado de beleza.

Perguntas Frequentes

Por quanto a Jequiti está sendo negociada e quem é o comprador?

A Jequiti está sendo negociada por aproximadamente R$ 536 milhões com o Grupo José Alves, conglomerado goiano fundado em 1962.

Por que o Grupo Silvio Santos decidiu vender a Jequiti?

A venda ocorre após anos de tentativas, pois a Jequiti enfrentava dificuldades financeiras e operava no vermelho nos últimos anos de vida de Silvio Santos.

A venda da Jequiti para o Grupo José Alves já foi concluída?

Não, a transação ainda está ‘próxima de acontecer’, conforme as informações divulgadas, e a conclusão definitiva não é clara.

Comunicado oficial do Grupo Silvio Santos

O Grupo Silvio Santos esclarece que a Jequiti Costméticos não foi vendida. A  operação da companhia permanece em seu curso habitual.

Fonte

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