Ibovespa cai com Itaú e tarifaço dos EUA; dólar a R$ 5,07

Crédito: Money Times
O Ibovespa fechou em baixa de 0,36% nesta quarta-feira (15), aos 176.010,90 pontos, contrariando o otimismo de Wall Street. O principal índice da bolsa brasileira foi pressionado pelo recuo das ações do Itaú (ITUB4) e pela expectativa de um novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0785, em alta de 0,01%.
Itaú pressiona Ibovespa
O Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do Ibovespa, recuou 1,12%, cotado a R$ 43,14. O movimento do papel contribuiu para a queda do índice, que também foi influenciado pelo desempenho do setor financeiro como um todo. O Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com baixa de 0,06%, refletindo a cautela dos investidores.
Por outro lado, a Vale (VALE3), com 11% de participação no índice, encerrou o dia com alta de 0,68%, a R$ 74,51, amparada pelo avanço do minério de ferro. O contrato futuro do minério para setembro subiu 1,13%, para US$ 112,53, o que ajudou a limitar as perdas do Ibovespa.
Tarifaço dos EUA no radar
O mercado brasileiro acompanhou com atenção os desdobramentos da relação comercial com os Estados Unidos. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendou ao presidente Donald Trump uma nova sobretaxação a produtos brasileiros. Embora o USTR tenha sinalizado um aumento da lista de exceções no novo tarifaço, a recomendação gerou incerteza entre os investidores.
Na última reunião entre representantes dos dois países, nesta terça-feira (14), o representante comercial dos EUA, Greer, deu as negociações por encerradas e reclamou da falta de empenho por parte do Brasil. A expectativa é que o anúncio oficial das tarifas ocorra nos próximos dias, o que pode impactar setores exportadores brasileiros.
Dólar sobe com cautela externa
O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,0785, em leve alta de 0,01%, refletindo a aversão ao risco no cenário internacional. Além das tensões comerciais entre Brasil e EUA, investidores monitoraram dados econômicos globais. O PIB chinês avançou 4,3% na taxa anualizada no segundo trimestre, a menor variação em mais de três anos e uma desaceleração ante os 5,0% dos primeiros três meses do ano. O dado reforçou preocupações com a demanda global.
Nos Estados Unidos, a inflação ao produtor (PPI) veio em linha com o esperado e dialogou com o dado dos preços ao consumidor (CPI) divulgado na véspera, mantendo as expectativas de política monetária do Federal Reserve.
Impacto no interior paulista
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a valorização do dólar e a perspectiva de tarifas dos EUA podem encarecer insumos importados e reduzir a competitividade de produtos exportados. A indústria local, especialmente os setores calçadista e alimentício, deve ficar atenta aos desdobramentos das negociações comerciais. A CDL de Araçatuba recomenda que as empresas revisem seus contratos de câmbio e estoques para mitigar riscos cambiais.
Perguntas Frequentes
Por que o Ibovespa caiu 0,36% nesta quarta-feira (15)?
O Ibovespa recuou 0,36% devido à expectativa de um novo tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros, conforme recomendação do USTR ao presidente Trump, e à queda das ações do Itaú (ITUB4), que recuaram 1,12%.
Qual foi a cotação do dólar à vista no fechamento de 15 de janeiro?
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0785, em alta de 0,01%.
Como se comportaram as ações do Itaú (ITUB4) e da Vale (VALE3) no pregão de 15 de janeiro?
O Itaú (ITUB4) recuou 1,12%, cotado a R$ 43,14, enquanto a Vale (VALE3) subiu 0,68%, a R$ 74,51, impulsionada pelo avanço de 1,13% do minério de ferro.




























