Ibovespa perde força antes do primeiro turno das eleições

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Ibovespa eleição: bolsa perde força antes do 1º turno

Às vésperas do primeiro turno das eleições, o Ibovespa perdeu força e chega ao pleito sob pressão. O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,95% na semana e encerrou o período aos 183,5 mil pontos. O movimento ocorre em um ambiente de incertezas eleitorais e fiscais, que afeta diretamente as expectativas de empresários e investidores.

Depois de uma recuperação que levou o índice dos 164 mil aos 189 mil pontos em menos de um mês, a Bolsa perdeu vigor. O recuo, contudo, não apaga o movimento anterior: o Ibovespa ainda sobe 3,41% em setembro e 13,87% em 2026. Os investidores estrangeiros acumulam entrada líquida de R$ 8,97 bilhões no mês e R$ 27,26 bilhões no ano, até 23 de setembro.

Faixa estreita após aproximação dos 190 mil

Essa combinação já aparecia ao longo de setembro: mesmo com o estrangeiro comprador, o Ibovespa passou a trabalhar em uma faixa mais estreita depois de se aproximar dos 190 mil pontos. A dificuldade em romper esse patamar reflete a cautela dos agentes diante do cenário político e das contas públicas.

Agora, porém, o calendário torna essa indefinição mais sensível. O primeiro turno será realizado no próximo domingo, 4 de outubro, e o mercado terá apenas cinco pregões para absorver novas pesquisas, movimentos da campanha e informações econômicas antes da votação. Essa janela curta aumenta a volatilidade e exige atenção redobrada dos gestores.

Disputa presidencial em reta final apertada

A disputa presidencial entra na reta final com diferenças pequenas entre os dois primeiros colocados nas principais pesquisas. Outras pesquisas também mostraram distâncias estreitas: a Quaest registrou 37% a 33%, enquanto o AtlasIntel/Bloomberg apontou 45,8% a 43,4%, sempre com Lula numericamente à frente nos levantamentos citados.

Mas os números agregados contam apenas parte da história. Cerca de 7% dos eleitores foram classificados como “decididos indecisos”, enquanto uma parcela maior ainda não havia definido candidato na pergunta espontânea. Nesse grupo de eleitores, ainda em movimento, entram fatores como voto útil, mobilização das bases, debate e os acontecimentos finais da campanha.

A última semana, portanto, ainda pode produzir mudanças mesmo que os percentuais gerais tenham apresentado relativa estabilidade ao longo dos últimos meses. Para o setor produtivo, a indefinição adia decisões de investimento e contratação, impactando o ambiente de negócios no interior paulista.

Medidas fiscais elevam pressão sobre contas públicas

A reta final ganhou ainda uma nova dimensão para o mercado com medidas anunciadas pelo governo nas últimas semanas. O reajuste do Bolsa Família, a nova etapa do Desenrola e a proibição das apostas on-line têm impacto potencial de até R$ 42,3 bilhões sobre as contas públicas do próximo mandato, considerando aumento de despesas e perda de arrecadação. Os valores ainda não estavam previstos no Orçamento de 2027.

A maior parcela vem do aumento do Bolsa Família, cujo custo adicional estimado para 2027 chega a R$ 22 bilhões. O Desenrola 3.0 prevê até R$ 15 bilhões para compra de carteiras de dívidas. Já o fim das bets representa uma perda estimada de R$ 5,3 bilhões em receitas no próximo ano.

Para empresários de Araçatuba e região, o aumento do risco fiscal pode pressionar os juros e o câmbio, encarecendo o crédito e os insumos importados. A cautela é recomendada até que o quadro eleitoral e fiscal se torne mais claro.

Perguntas Frequentes

Qual foi a variação do Ibovespa na semana que antecedeu o primeiro turno das eleições?

O Ibovespa caiu 0,95% na semana e chegou ao primeiro turno aos 183,5 mil pontos.

Quanto os investidores estrangeiros investiram na bolsa brasileira em setembro e no acumulado do ano?

Os investidores estrangeiros acumularam entrada líquida de R$ 8,97 bilhões em setembro e R$ 27,26 bilhões no ano, até 23 de setembro.

Qual é o impacto fiscal estimado das medidas anunciadas pelo governo nas últimas semanas antes da eleição?

As medidas (reajuste do Bolsa Família, Desenrola 3.0 e proibição das apostas on-line) têm impacto potencial de até R$ 42,3 bilhões sobre as contas públicas do próximo mandato.

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