Índice do medo bate recorde pelo 2º dia às vésperas de eleição

Crédito: CNN Brasil
O chamado “índice do medo” da bolsa brasileira renovou sua máxima histórica pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira (2), ao encerrar a sessão aos 32,77 pontos, avanço de quase 1,17% ante a véspera, quando havia fechado aos 32,39 pontos. O indicador, que mede a expectativa de volatilidade do mercado brasileiro, reflete a cautela de investidores às vésperas do primeiro turno das eleições.
Recorde reflete cautela pré-eleição
O S&P/B3 Ibovespa VIX, nome oficial do índice, foi criado em 2024 e vem registrando recordes constantes nesta semana. Na segunda-feira (28), alcançou a máxima histórica, fechando aos 31,84 pontos. Um novo pico foi registrado na terça (29), de 32,06 pontos. Agora, o patamar de 32,77 pontos consolida a escalada da volatilidade esperada para os próximos 30 dias.
Calculado a partir das opções sobre o Ibovespa B3, o VIX Brasil mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias. Na prática, funciona como um termômetro da percepção de risco do mercado — por isso, também é chamado de “índice do medo” — e costuma ser acompanhado por investidores, gestores e analistas em momentos de maior incerteza, sobretudo para estratégias de proteção de carteira e gestão de risco.
Para empresários e comerciantes do interior paulista, a elevação do índice sinaliza um ambiente de maior imprevisibilidade nos preços de ativos e no câmbio, o que pode impactar decisões de investimento, formação de estoques e planejamento financeiro de curto prazo.
Disputa eleitoral acirrada
O acirramento da corrida presidencial contribui para a volatilidade. Na divisão de votos válidos, a distância entre os dois candidatos é de 5%, com o petista registrando 45% e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 40%. A proximidade entre os postulantes aumenta a incerteza sobre o resultado e, consequentemente, sobre os rumos da política econômica.
Especialistas consultados pela reportagem não detalharam projeções para o segundo turno, mas o mercado já precifica um cenário de maior oscilação até a definição do pleito. A fonte não detalhou se haverá novos recordes do índice nos próximos pregões.
Petróleo recua após anúncio do G7
No mercado internacional, o petróleo fechou em baixa após o G7 anunciar a liberação de reservas estratégicas. O WTI chegou a recuar 4% nas mínimas da sessão, após um comunicado conjunto do grupo informar que pretende liberar 100 milhões de barris de reservas ao longo dos próximos quatro meses, “com uma liberação substancial e antecipada de diesel nos primeiros 20 dias”.
Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para dezembro fechou em baixa de 0,06% (US$ 0,06), a US$ 102,25 o barril. Já o petróleo WTI para novembro caiu 1,9% (US$ 1,76), a US$ 91,11 o barril, na Nymex. O Brent subiu 4,94% na semana, enquanto o WTI cedeu 1,41%.
Para o setor de transportes e logística do noroeste paulista, a queda do petróleo pode aliviar custos com combustíveis, mas a volatilidade cambial ainda exige cautela na precificação de fretes e insumos.
Dólar e Wall Street
Já o dólar encerrou a sessão com variação negativa de 0,13%, a R$ 5,2173. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,65% e, no ano, queda de 4,95%. A leve desvalorização ocorreu em dia de bom humor em Wall Street, que fechou em alta após o relatório de emprego dos EUA, o payroll, de setembro vir bem abaixo do esperado e reforçar a expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) este mês.
Para importadores e exportadores da região, o patamar do câmbio segue como variável crítica. A estabilidade relativa do dólar no ano, com queda acumulada de 4,95%, pode beneficiar quem importa insumos, mas exige atenção redobrada de quem tem receitas em moeda estrangeira.
Impacto para empresas locais
A combinação de volatilidade elevada, disputa eleitoral acirrada e oscilações no petróleo e no câmbio cria um cenário desafiador para pequenas e médias empresas. A recomendação de analistas é que gestores revisem suas posições de hedge e mantenham reservas de liquidez para atravessar o período eleitoral sem sobressaltos.
Entidades como ACSP, CDL e Sebrae costumam orientar associados a evitar decisões de investimento de longo prazo em momentos de incerteza aguda. A fonte não detalhou orientações específicas para o comércio de Araçatuba e região, mas o histórico sugere cautela com expansões e contratações até a definição do cenário político.
O índice do medo, portanto, funciona como um alerta para que empresários monitorem de perto os desdobramentos do pleito e seus reflexos nos mercados financeiros e na economia real.
Perguntas Frequentes
O que é o ‘índice do medo’ e como ele é calculado?
O ‘índice do medo’ é o S&P/B3 Ibovespa VIX, calculado a partir das opções sobre o Ibovespa B3, e mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias.
Qual foi o valor recorde do ‘índice do medo’ na sexta-feira, 2 de setembro de 2024?
Na sexta-feira, 2 de setembro de 2024, o S&P/B3 Ibovespa VIX encerrou a sessão aos 32,77 pontos, um avanço de quase 1,17% ante a véspera, quando havia fechado aos 32,39 pontos.
Por que o ‘índice do medo’ está batendo recordes às vésperas da eleição?
O índice está batendo recordes devido à incerteza eleitoral, com a distância entre os dois principais candidatos sendo de apenas 5% nos votos válidos, o que aumenta a percepção de risco no mercado.




























