Safra corta preço-alvo de Magazine Luiza e Casas Bahia

Crédito: Money Times
O banco Safra reduziu os preços-alvo das ações de Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3), conforme relatório divulgado recentemente. Para Magazine Luiza, o preço-alvo caiu de R$ 10 para R$ 6, o que ainda implica potencial de alta de 15%. Já para Casas Bahia, o preço-alvo foi reduzido de R$ 3 para R$ 1,20, com potencial de 8%. As recomendações foram mantidas: neutra para Magazine Luiza e underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para Casas Bahia.
Magazine Luiza: revisão de lucro e margens
Os analistas do Safra incorporaram que a Magazine Luiza continuará ganhando participação de mercado nas lojas físicas. As projeções de receita líquida permaneceram praticamente inalteradas, com revisões de -2% para 2026, -1% para 2027 e praticamente estáveis para 2028. As projeções consideram expansão gradual da margem bruta, com mais 10 pontos-base em 2026 e 2027 e 20 pontos-base em 2028.
No entanto, o Safra cortou as projeções de lucro líquido do Magazine Luiza em 67% para 2026, 22% para 2027 e 7% para 2028. A redução reflete a incorporação de resultados do primeiro trimestre de 2026 e a perspectiva de juros mais altos, que aumentaram as projeções de despesas financeiras. Com isso, o banco revisou para cima as estimativas de prejuízo líquido para 2026 e 2027.
Casas Bahia: consumo de caixa e margens pressionadas
Para a Casas Bahia, o principal motivo para a redução do preço-alvo foi a revisão para baixo da velocidade de expansão da margem EBITDA. A margem EBITDA na perpetuidade passou de 9,7% para 9,1%, e a margem projetada para 2026 é de 8,4%. Além disso, o Safra reduziu as projeções de crescimento das vendas em 2% para 2026 e 2027.
A empresa consumiu caixa de R$ 1,6 bilhão nos últimos 12 meses e apresenta retorno sobre capital investido (ROIC) de cerca de 4% entre 2025 e 2028. Os analistas esperam que as operações de lojas físicas e marketplace continuem pressionadas pelo cenário macroeconômico.
Cenário macroeconômico impacta projeções
Após incorporar resultados do primeiro trimestre de 2026 e a perspectiva de juros mais altos, o Safra aumentou as projeções de despesas financeiras para ambas as empresas. Para Casas Bahia, o banco também revisou para cima as estimativas de prejuízo líquido para 2026 e 2027. O ambiente de juros elevados continua sendo um desafio para o setor varejista, especialmente para empresas endividadas.
As revisões refletem um cenário de cautela, com analistas ajustando suas expectativas diante das condições macroeconômicas adversas. Apesar disso, a Magazine Luiza ainda apresenta potencial de alta de 15% com base no novo preço-alvo, enquanto a Casas Bahia oferece potencial mais modesto de 8%.
Perguntas Frequentes
Qual foi o novo preço-alvo do Magazine Luiza (MGLU3) após o corte do Safra?
O Safra reduziu o preço-alvo do Magazine Luiza de R$ 10 para R$ 6, o que implica um potencial de alta de 15%.
Por que o Safra cortou o preço-alvo da Casas Bahia (BHIA3)?
O principal motivo foi a revisão para baixo da velocidade de expansão da margem EBITDA, que passou para 9,1% na perpetuidade (ante 9,7%). Além disso, a empresa consumiu caixa de R$ 1,6 bilhão nos últimos 12 meses e apresenta ROIC de cerca de 4% entre 2025 e 2028.
Quais foram as principais revisões nas projeções de lucro do Magazine Luiza feitas pelo Safra?
O Safra cortou as projeções de lucro líquido do Magazine Luiza em 67% para 2026, 22% para 2027 e 7% para 2028, mantendo a recomendação neutra.




























