Guerra no Irã mantém subsídio ao diesel em R$ 1,12

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Governo mantém subsídio ao diesel em meio à escalada no Oriente Médio

A retomada da guerra no Irã levou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a adiar o fim da subvenção de R$ 1,12 por litro sobre as vendas de óleo diesel. O Ministério da Fazenda poderia interromper o incentivo ou alterar o valor para agosto, mas decidiu manter o programa como está. A decisão foi tomada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar encerrada a trégua e voltar a atacar o Irã.

Com a retomada do conflito no Oriente Médio, a cotação do petróleo subiu mais de US$ 10 (R$ 50) por barril. Nesta quarta, o petróleo Brent voltou à casa dos US$ 86 (R$ 441) por barril pela primeira vez desde o início de junho. É uma alta de 21% em relação à cotação do primeiro dia de julho.

Redução gradativa de subsídios é adiada

O Ministério da Fazenda havia anunciado o desejo de reduzir gradativamente os subsídios criados para minimizar impactos da guerra sobre o bolso dos brasileiros. No fim de junho, retirou um benefício de R$ 0,35 por litro sobre o diesel. A pasta argumentou na época que a queda nos preços do petróleo reduzia a necessidade de mecanismos para amortecer o choque e afetava a arrecadação federal com royalties.

Havia a intenção também de reduzir o subsídio à gasolina, hoje em R$ 0,44 por litro, e a alíquota do Imposto sobre Exportação de petróleo, fixado em 12%. Com a escalada, o governo desistiu de rever a subvenção à gasolina e a alíquota do imposto. A decisão é manter inalterado o patamar de ajuda ao diesel.

Importadores apontam insuficiência do subsídio

Importadores de combustíveis dizem que o subsídio atual já não é suficiente para garantir lucro nas operações. A suspensão das exportações de diesel pela Rússia piora o cenário ao tirar combustível mais barato do mercado. Na abertura do mercado desta sexta, o preço do diesel vendido no país estava R$ 1,77 por litro abaixo da paridade de importação medida pela Abicom. Com a subvenção de R$ 1,12, a diferença ainda fica em R$ 0,65 por litro. Nas refinarias da Petrobras, a defasagem é ainda maior, de R$ 2,07 por litro.

O cenário mantém a pressão sobre o governo, que precisa equilibrar o impacto inflacionário dos combustíveis com a saúde fiscal. Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a manutenção do subsídio alivia temporariamente os custos, mas a incerteza sobre o futuro do benefício permanece.

Perguntas Frequentes

Por que o governo manteve o subsídio ao diesel em R$ 1,12 por litro?

A retomada da guerra no Irã elevou a cotação do petróleo em mais de US$ 10 por barril, levando o governo a adiar o fim da subvenção e manter o valor inalterado.

Qual é a diferença atual entre o preço do diesel no Brasil e a paridade de importação?

Na abertura do mercado desta sexta, o preço do diesel vendido no país estava R$ 1,77 por litro abaixo da paridade de importação; com a subvenção de R$ 1,12, a diferença fica em R$ 0,65 por litro.

O que levou o governo a desistir de reduzir o subsídio à gasolina e a alíquota do imposto de exportação?

Com a escalada do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo, o governo desistiu de rever a subvenção à gasolina (R$ 0,44/litro) e a alíquota do Imposto sobre Exportação de petróleo (12%).

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