Tesouro IPCA+ cai abaixo de 8% na contramão do exterior

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Tesouro IPCA+ cai abaixo de 8% na contramão do exterior

Em um movimento que ocorre na contramão do exterior, as taxas do Tesouro Direto recuam com força nesta sexta-feira (21). O Tesouro IPCA+ 2032 voltou a operar abaixo de 8% ao ano, caindo de 8,05% na quinta-feira para 7,97% nesta manhã, menor taxa desde 2 de junho. A queda é disseminada e acompanha a desvalorização do dólar e a recuperação das bolsas de Nova York. Segundo os dados, o recuo atinge toda a curva de juros, tanto em títulos indexados à inflação quanto nos prefixados.

Recuo generalizado na curva de juros

Além do papel de 2032, todos os demais títulos de inflação caíram, com destaque para o IPCA+ 2040, que registrou recuo de 7,54% para 7,47%. Nos vencimentos mais longos, a variação foi mais contida: o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 cedeu de 7,39% para 7,34%, enquanto o IPCA+ 2050 passou de 7,30% para 7,27%. A queda foi generalizada e de intensidade semelhante em toda a curva, segundo os dados do Tesouro Direto. Todos os papéis listados apresentaram baixa, sem exceção, reforçando o caráter disseminado do movimento na manhã desta sexta-feira.

Prefixados acompanham a baixa

No segmento prefixado, o recuo também foi expressivo, com o Prefixado 2032 recuando 8 pontos-base, de 14,74% para 14,66%, liderando o movimento ao lado do IPCA+ 2032. O Prefixado com Juros Semestrais 2037, por sua vez, caiu de 14,76% para 14,69%, enquanto o Prefixado 2029, de prazo mais curto, foi de 14,29% para 14,22%. Todos os vencimentos prefixados listados acompanharam a tendência de baixa, sem exceção. O comportamento foi alinhado ao observado nos títulos indexados à inflação, com queda em todos os vencimentos negociados.

Exterior ainda pressiona os juros

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir depois que a intervenção do Tesouro americano na quarta-feira proporcionou apenas um dia de trégua à onda de vendas. Esse cenário externo, no entanto, não impediu que o mercado brasileiro operasse na direção oposta, com taxas em queda. A alta dos juros externos, que voltou a se intensificar nesta sexta, não contaminou os ativos domésticos até o momento. O movimento do Tesouro Direto, portanto, ocorre na contramão do exterior, como apontam os dados.

Câmbio e bolsas sustentam alívio

O que ajuda o mercado brasileiro é a combinação entre câmbio e bolsa. O dólar futuro operava em queda de 0,41%, a R$ 5,184, enquanto o Ibovespa futuro subia 0,30%, aos 171.730 pontos. Os futuros de Nova York também avançavam, com Dow Jones em alta de 0,51%, S&P 500 subindo 0,43% e Nasdaq com ganho de 0,70%. Esse ambiente, marcado por maior apetite por risco, favorece a redução das taxas domésticas. A recuperação das bolsas americanas, por sua vez, contribui para o movimento de alívio também no Brasil.

Eleitoral e fiscal no radar

Além disso, o mercado monitora o cenário eleitoral, sob a expectativa de uma nova pesquisa Datafolha contratada pela TV Globo sobre o cenário presidencial, que será divulgada nesta sexta-feira. No campo econômico, economistas de instituições financeiras defendem que o efeito do juro alto já chegou a uma economia altamente endividada. A onda de recuperações judiciais, segundo eles, pode criar problemas se não houver ajuste nas contas do governo. Esse diagnóstico mantém os investidores atentos à trajetória fiscal, enquanto aguardam os próximos desdobramentos políticos.

Impacto para o noroeste paulista

Para o comércio e a indústria do noroeste paulista, a queda nas taxas do Tesouro Direto é um termômetro relevante, pois influencia o custo do crédito e as decisões de investimento. Ainda assim, a fonte não detalhou impactos regionais específicos. O alerta dos economistas sobre o elevado endividamento das empresas serve de contraponto ao alívio observado nesta sexta-feira, indicando cautela para os próximos meses. Empresários de cidades como Araçatuba, Birigui, Penápolis, Andradina e Mirandópolis, no noroeste do estado de São Paulo, acompanham o movimento com atenção, uma vez que a trajetória dos juros afeta diretamente o financiamento de suas atividades.

Perguntas Frequentes

Para quanto caiu a taxa do Tesouro IPCA+ 2032 nesta sexta-feira?

O Tesouro IPCA+ 2032 caiu de 8,05% na quinta-feira para 7,97% ao ano nesta manhã, a menor taxa desde 2 de junho.

Como ficaram as taxas dos demais títulos IPCA+ do Tesouro Direto nesta sexta-feira?

O IPCA+ 2040 caiu de 7,54% para 7,47%, o IPCA+ 2060 cedeu de 7,39% para 7,34%, e o IPCA+ 2050 passou de 7,30% para 7,27%.

O que motivou a queda generalizada das taxas do Tesouro Direto nesta sexta-feira?

A queda do dólar e a recuperação das bolsas de Nova York impulsionaram o alívio, na contramão do exterior, onde os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir.

Fonte

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