MPT aciona Uber por cobrar taxa de motoristas para trabalhar

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MPT processa Uber por cobrar taxa de motoristas para trabalhar

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação civil pública contra a Uber do Brasil para suspender o programa “Passe para Motoristas”, que cobra dos motoristas uma taxa para que eles possam aceitar corridas pelo aplicativo. Além disso, o órgão pede a devolução dos valores pagos pelos trabalhadores e uma indenização de R$ 321 milhões por dano moral coletivo. O programa, lançado em 25 de maio deste ano em 12 cidades, pode custar mais de R$ 1 mil por mês, segundo o MPT.

Como funciona o ‘Passe para Motoristas’

O programa foi lançado em 25 de maio deste ano em 12 cidades, mas a fonte não detalhou quais municípios estão participando do teste. Ademais, o valor mensal do “Passe para Motoristas” pode ultrapassar R$ 1 mil, conforme estimativa do MPT.

Modalidades

  • Por período: o pagamento dá direito ao uso do aplicativo por 24 ou 72 horas.
  • Por ganhos: o motorista paga uma quantia e fica sem cobrança de taxa de serviço até atingir um determinado limite de faturamento.

Além disso, a ativação é automática após a conclusão da primeira viagem considerada elegível.

O que o MPT pede

Na ação, o MPT argumenta que a cobrança antecipada transfere o risco da atividade para o motorista. Segundo o órgão, o trabalhador paga para ter acesso às condições do programa, sem garantia de que conseguirá recuperar o valor desembolsado. Portanto, o MPT pede a devolução dos valores pagos pelos motoristas e uma indenização de R$ 321 milhões por dano moral coletivo. Dessa forma, a ação foi ajuizada contra a Uber do Brasil, e o caso será analisado pela Justiça do Trabalho.

Riscos apontados pelo MPT

O principal problema, na visão do órgão, é o fato de o trabalhador ter de pagar antecipadamente para ter acesso às condições previstas pelo programa. Isso porque:

  • A Uber não garante um número mínimo de viagens, e o motorista pode não conseguir recuperar o valor pago.
  • Além disso, as corridas podem ser direcionadas pelo algoritmo a motoristas que não aderiram ao programa, reduzindo a previsibilidade do trabalho.

Assim sendo, para o MPT, isso transfere o risco da atividade para o motorista. Nos termos do serviço, por exemplo, a Uber informa que a compra do passe não garante um número mínimo de viagens, e as corridas podem ser direcionadas pelo algoritmo a motoristas que não aderiram ao programa. Consequentemente, para o Ministério Público, isso agrava a incerteza para os trabalhadores.

O que diz a Uber

Em nota enviada ao g1, no entanto, a Uber negou as acusações feitas pelo MPT e afirmou que vai apresentar à Justiça as informações necessárias para explicar como funciona o programa. A empresa destacou que o juiz responsável pelo caso pediu cautela na análise dos argumentos apresentados pelo Ministério Público, que ainda precisam ser investigados. Além disso, a Uber disse que as acusações sobre endividamento dos motoristas, retenção de pagamentos e concentração do trabalho no aplicativo não podem ser tratadas como fatos comprovados neste momento. Por outro lado, segundo a empresa, o “Passe para Motoristas” é uma alternativa ao modelo tradicional de cobrança de taxa por corrida e está sendo testado em diferentes cidades do país.

Impacto no interior paulista

A ação ganha relevância para o comércio do noroeste paulista, onde muitos estabelecimentos dependem de serviços de entrega por aplicativo para atender seus clientes. Dessa forma, motoristas de cidades como Araçatuba, Birigui, Penápolis, Andradina e Mirandópolis podem ser afetados por eventuais mudanças nas regras da plataforma. Além disso, a decisão judicial pode estabelecer parâmetros para a relação entre trabalhadores e empresas de aplicativo em todo o país. O desfecho do caso, portanto, é acompanhado com atenção por setores produtivos da região.

Perguntas Frequentes

O que motivou o MPT a processar a Uber sobre o programa ‘Passe para Motoristas’?

O MPT ajuizou ação civil pública para suspender o programa, visto que o principal problema é o trabalhador ter de pagar antecipadamente para ter acesso às condições, sem garantia de que conseguirá realizar corridas suficientes para recuperar o valor, transferindo o risco da atividade para o motorista.

Quanto pode custar o ‘Passe para Motoristas’ da Uber e como ele funciona?

Segundo o MPT, o programa pode custar mais de R$ 1 mil por mês. Dessa forma, o programa, lançado em 25 de maio em 12 cidades, permite ao motorista adquirir um passe por período (24 ou 72 horas) ou por ganhos, pagando uma quantia para ficar sem cobrança de taxa de serviço até atingir um limite de faturamento.

Qual foi a resposta da Uber às acusações do MPT sobre o ‘Passe para Motoristas’?

A Uber negou as acusações, afirmou que vai apresentar à Justiça as informações necessárias para explicar o funcionamento do programa e destacou que o juiz pediu cautela na análise dos argumentos do MPT, que ainda precisam ser investigados. Além disso, a empresa disse que o programa é uma alternativa ao modelo tradicional de cobrança e está sendo testado em diferentes cidades.

Fonte

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