Cosan reavalia venda de ativos após reduzir dívida

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Cosan reavalia venda de ativos após reduzir dívida

A Cosan, um dos maiores conglomerados empresariais do Brasil, está reavaliando seus planos de venda de ativos após uma significativa redução de sua dívida e uma forte alta no valor de suas ações, impulsionada pelo cenário político pós-eleição. A informação foi apurada junto a fontes próximas ao assunto, que pediram anonimato por não estarem autorizadas a falar publicamente.

Os ativos brasileiros registraram alta nesta semana após o primeiro turno da eleição presidencial, que mostrou Flávio Bolsonaro surpreendentemente à frente do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Esse movimento beneficiou diretamente a Cosan, cujas ações subiram 24% no período, o terceiro maior ganho entre as 76 ações que compõem o Ibovespa.

Conglomerado diversificado busca reduzir alavancagem

A Cosan, cujos negócios abrangem os setores de açúcar, lubrificantes, distribuição de combustíveis, transporte ferroviário e fornecimento doméstico de gás natural, vem buscando maneiras de melhorar sua alavancagem financeira enquanto enfrenta altas taxas de juros na maior economia da América Latina. Ao longo do último ano, o conglomerado brasileiro tomou uma série de medidas para fortalecer seu balanço patrimonial, incluindo a venda de terras agrícolas e a abertura de capital de sua unidade de gás, a Compass (PASS3).

Essas iniciativas fazem parte de uma estratégia mais ampla para reduzir o endividamento da holding e aumentar a flexibilidade financeira em um ambiente de juros elevados. A reavaliação das vendas de ativos também reflete uma melhora na posição financeira da Cosan após uma injeção de capital de 10 bilhões de reais (US$ 2 bilhões) apoiada pela BTG Pactual Holding e pelo Perfin Infra Fund no final do ano passado.

Participação na Rumo está sob análise

Um dos negócios que está agora sob análise é a possível venda de parte de sua participação na operadora ferroviária Rumo (RAIL3), afirmaram as fontes. A Cosan não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A companhia já havia informado em junho que havia contratado o BTG Pactual como consultor financeiro para avaliar possíveis alternativas envolvendo sua participação na Rumo.

Com a dívida da holding significativamente menor, a Cosan está sob menor pressão para anunciar outro desinvestimento este ano e pode ser mais seletiva quanto ao momento e à avaliação de qualquer transação, afirmou uma das fontes. Isso sugere que a empresa pode aguardar condições de mercado mais favoráveis antes de tomar uma decisão definitiva.

Moove pode ser negociada em mercado público ou privado

Outra frente de possível desinvestimento envolve a Moove, unidade de lubrificantes da Cosan. Uma transação envolvendo a Moove poderia ocorrer tanto no mercado público quanto no privado, afirmaram as fontes. A empresa não detalhou qual modalidade seria preferencial ou se há negociações em andamento.

A flexibilidade para escolher entre uma oferta pública ou uma venda direta a investidores privados amplia as opções estratégicas da Cosan, permitindo avaliar qual formato maximizaria o valor para os acionistas. A fonte não detalhou prazos ou valores potenciais para essa operação.

Redução de custos e demissões

Além das vendas de ativos, o conglomerado também reduziu custos, inclusive por meio da demissão de cerca de 100 funcionários, segundo a fonte. Essa medida reflete o esforço contínuo para adequar a estrutura de despesas à nova realidade financeira da companhia.

A combinação de injeção de capital, venda de ativos não essenciais e corte de pessoal contribuiu para a melhora dos indicadores de endividamento, dando à Cosan maior margem de manobra para decidir seus próximos passos sem a urgência que caracterizou o período anterior.

Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a movimentação da Cosan pode ter reflexos indiretos, especialmente nos setores de logística, combustíveis e agronegócio, que são relevantes para a economia local. A eventual venda de participação na Rumo, por exemplo, poderia influenciar investimentos em infraestrutura ferroviária que impactam o escoamento da produção regional.

Perguntas Frequentes

Por que a Cosan está reavaliando a venda de ativos?

A Cosan está reavaliando a venda de ativos devido à redução significativa de sua dívida após uma injeção de capital de R$ 10 bilhões apoiada pela BTG Pactual Holding e Perfin Infra Fund no final do ano passado, o que diminuiu a pressão para novos desinvestimentos.

Qual foi o impacto da eleição presidencial nas ações da Cosan?

As ações da Cosan subiram 24% na semana após o primeiro turno da eleição presidencial, que mostrou Flávio Bolsonaro à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, sendo o terceiro maior ganho entre as 76 ações do Ibovespa.

Quais ativos a Cosan está considerando vender?

A Cosan está analisando a possível venda de parte de sua participação na operadora ferroviária Rumo (RAIL3) e também uma transação envolvendo a Moove, que poderia ocorrer no mercado público ou privado.

Fonte

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