Comércio agêntico: a nova revolução pós-Pix

Crédito: InfoMoney
Depois do Pix, o comércio agêntico é a nova revolução para consumidores e empresas. Além disso, o modelo permitirá desde a pesquisa até a efetivação da compra, dando ainda mais poder ao consumidor. Agora, uma transformação com potencial ainda maior começa a ganhar força e pode se transformar na nova fronteira para consumidores e empresas. Dessa forma, a promessa é que a tecnologia automatize etapas da jornada de compra, tornando o processo mais rápido e conveniente. O comércio agêntico, portanto, nasce em um ambiente já familiarizado com pagamentos instantâneos.
O que é o comércio agêntico?
O comércio agêntico é um modelo que utiliza inteligência artificial para automatizar o processo de compra, desde a busca de produtos até a finalização do pedido. Consequentemente, o consumidor ganha mais poder e conveniência, enquanto as empresas precisam se adaptar a um novo cenário competitivo.
As principais características incluem:
- Automação de etapas da jornada de compra.
- Processos mais rápidos e convenientes.
- Maior poder de escolha para o consumidor.
A digitalização dos pagamentos avança
Na outra ponta, o dinheiro físico perde relevância. Por exemplo, nos pontos de venda brasileiros, sua participação ficou em apenas 12% do valor movimentado em 2025 e deverá recuar para 9% até 2030. Dessa forma, o contraste mostra que a digitalização dos pagamentos avança em velocidades diferentes dentro da própria região.
Portanto, esse cenário reforça a importância de as empresas acompanharem as mudanças no comportamento de pagamento. Ademais, a evolução do Pix mostrou que soluções práticas são rapidamente aceitas pelos consumidores.
Fidelidade à marca em xeque
Além disso, essa mudança também ajuda a reduzir o peso da fidelidade tradicional às marcas. Por exemplo, o consumidor pode escolher determinada loja não porque sempre comprou nela, mas porque entrega mais rápido, oferece o meio de pagamento desejado ou simplesmente torna a operação mais fácil.
D’Antiochia usa um exemplo cotidiano de alguém que precisa comprar ração para o cachorro:
“Ele pode aceitar pagar mais para recebê-la imediatamente ou optar por um vendedor que automatize a reposição antes do produto acabar. Essa conveniência tem um preço”, afirma.
Ou seja, essa lógica mostra que a conveniência e a experiência passam a ser tão relevantes quanto o preço. Para o varejo, isso significa que a fidelização dependerá de fatores além do produto. Em resumo, a fidelidade agora é conquistada a cada transação, e não mais por hábito.
Preço, pagamento e experiência: o novo pacote competitivo
Portanto, a consequência é que preço, pagamento, prazo e experiência passam a formar um único pacote competitivo. Além disso, D’Antiochia avalia que isso obrigará as empresas a organizar informações de produtos e serviços de forma que sistemas de inteligência artificial consigam localizá-las, interpretá-las e navegar pelo processo de compra.
O desafio da otimização para agentes de IA
Se hoje uma empresa tenta aparecer na primeira página de uma busca feita por uma pessoa, amanhã poderá precisar estruturar seu catálogo para aparecer entre as melhores respostas encontradas por um agente de inteligência artificial. Consequentemente, isso impõe um novo desafio para a gestão de dados e a presença digital das empresas.
As companhias que se adaptarem a essa realidade tendem a sair na frente. Assim sendo, a organização de dados e a otimização para agentes de IA serão diferenciais competitivos.
Para saber mais
Para saber mais sobre a evolução dos pagamentos, o Banco Central oferece o guia ‘Tudo sobre Pix: entenda como funciona o sistema de pagamentos do Banco Central’. Ademais, outra matéria mostra como as empresas estão financiando os próprios clientes por meio de boleto parcelado e Pix no crédito, uma tendência que complementa o cenário do comércio agêntico. Em resumo, essas iniciativas mostram que o setor de pagamentos está em constante transformação, e o comércio agêntico é apenas a mais nova fronteira dessa evolução.
Perguntas Frequentes
O que é comércio agêntico?
O comércio agêntico é a nova revolução depois do Pix. Assim sendo, ele permite que o consumidor faça desde a pesquisa até a efetivação da compra, dando ainda mais poder ao consumidor.
Como o comércio agêntico afeta a fidelidade do consumidor às marcas?
O comércio agêntico reduz o peso da fidelidade tradicional. Por exemplo, o consumidor pode escolher uma loja por entregar mais rápido, oferecer o meio de pagamento desejado ou tornar a operação mais fácil, e preço, pagamento, prazo e experiência passam a formar um único pacote competitivo.
Como as empresas devem se preparar para o comércio agêntico?
Dessa forma, as empresas precisam organizar informações de produtos e serviços para que sistemas de inteligência artificial consigam localizá-las, interpretá-las e navegar pela compra. Ou seja, assim como hoje se busca aparecer na primeira página de busca para pessoas, amanhã será preciso estruturar o catálogo para as melhores respostas de um agente de IA.



























