Ações da Suzano para atravessar a piora do Brasil, diz Morgan Stanley

Crédito: Money Times
BB (BBAS3) sai, Suzano (SUZB3) entra: Morgan Stanley escala ações para passar por piora de Brasil
O Morgan Stanley adotou uma postura mais defensiva na sua carteira de alocação no Brasil, em meio às incertezas quanto às eleições de outubro. Além disso, o banco rebaixou a recomendação para as ações brasileiras de compra para neutra e promoveu mudanças na seleção do portfólio, com a entrada da Suzano (SUZB3) e a saída de Banco do Brasil (BBAS3) e Copel (CPLE3). A atualização da carteira da instituição para a América Latina foi feita em 24 de agosto de 2026.
Na nova configuração, a Suzano assume um papel de destaque como empresa geradora de receita em dólar, enquanto o Banco do Brasil, a XP, a B3 e a Copel perdem espaço. Dessa forma, o objetivo, segundo o banco, é atravessar a piora do cenário brasileiro com uma carteira mais defensiva.
Postura defensiva antes das eleições
De olho nas incertezas quanto às eleições de outubro, o Morgan Stanley passou a enxergar com mais cautela a relação entre risco e retorno no mercado brasileiro. Diante desse cenário, rebaixou a recomendação para as ações brasileiras de overweight (compra) para equal-weight (neutro). Assim sendo, a decisão está alinhada a uma leitura mais conservadora do ambiente doméstico.
Segundo o banco, fatores como:
- a desaceleração econômica doméstica;
- as preocupações fiscais persistentes;
- e o aumento da incerteza em relação à continuidade das políticas
elevaram os riscos de queda. Sobretudo, esses riscos são especialmente relevantes nos setores mais expostos à economia. Na prática, o Morgan Stanley optou por reduzir a exposição ao risco Brasil antes das eleições presidenciais, o que se reflete na nova composição da carteira.
Mudanças na carteira: saídas e entradas
Para atravessar a piora do cenário brasileiro, o banco promoveu as seguintes mudanças:
- Entrada: Suzano (SUZB3);
- Saídas: Banco do Brasil (BBAS3) e Copel (CPLE3);
- Reduções: XP (XPBR31) e B3 (B3SA3).
Suzano entra como proteção
Para aumentar a exposição a empresas que geram receitas em dólares, o banco incluiu a ação da Suzano (SUZB3) na carteira. Ou seja, a Suzano é recomendada como forma de proteção antes das eleições, destacando sua lucratividade e suas receitas em moeda estrangeira. Portanto, essa característica torna a companhia menos vulnerável ao cenário econômico doméstico.
Analista destaca baixo custo de produção
“Além disso, nossa analista de papel e celulose, Julia Rizzo, possui recomendação overweight (compra) para a ação, pois acredita que o baixo custo de produção da Suzano terá um papel importante para manter a companhia lucrativa em um cenário de mercado mais pressionado”, acrescenta o banco. Ademais, na avaliação do Morgan Stanley, a companhia agora entra em uma fase de execução ao longo dos próximos trimestres.
Saídas: Banco do Brasil e Copel
Por outro lado, o Banco do Brasil (BBAS3) se despediu da carteira do Morgan Stanley, devido à redução da exposição ao risco no Brasil antes das eleições presidenciais. Além disso, o banco ainda reduziu as posições em XP (XPBR31) e B3 (B3SA3). Dessa forma, esses ajustes mostram a busca por menor sensibilidade ao mercado local.
Saída da Copel
Além disso, outra empresa que deixou o portfólio foi a Copel (CPLE3). “Retiramos a ação porque vemos relativamente menos catalisadores após os desenvolvimentos positivos recentes — como o leilão de capacidade de reserva e a revisão tarifária”, detalha o Morgan Stanley. Com isso, a carteira reflete uma seleção mais criteriosa dos ativos brasileiros.
Cenário de riscos e incertezas
De acordo com o banco, a desaceleração econômica doméstica, as preocupações fiscais persistentes e o aumento da incerteza em relação à continuidade das políticas ganharam peso na avaliação. Consequentemente, esses elementos elevam os riscos de queda, especialmente nos setores mais expostos à economia, e explicam a adoção de uma postura defensiva. Dessa forma, a entrada da Suzano e a saída de BB e Copel fazem parte dessa estratégia de proteção.
Em resumo, com essas mudanças, o banco ajusta sua exposição ao Brasil em um momento de incertezas. A carteira de ações da América Latina do Morgan Stanley foi atualizada em 24 de agosto de 2026.
Perguntas Frequentes
Por que o Morgan Stanley retirou o Banco do Brasil (BBAS3) da sua carteira de ações?
Assim sendo, o Morgan Stanley retirou o Banco do Brasil (BBAS3) devido à redução da exposição ao risco no Brasil antes das eleições presidenciais, adotando uma postura mais defensiva.
Quais mudanças o Morgan Stanley fez na sua carteira de ações do Brasil diante das eleições?
O banco incluiu Suzano (SUZB3) e retirou Banco do Brasil (BBAS3) e Copel (CPLE3), além de reduzir posições em XP (XPBR31) e B3 (B3SA3). Ademais, também rebaixou a recomendação para ações brasileiras de overweight (compra) para equal-weight (neutro).
Por que o Morgan Stanley recomendou a Suzano (SUZB3) como proteção?
Dessa forma, a Suzano entrou como forma de proteção devido às suas receitas em dólares e baixo custo de produção, o que deve manter a companhia lucrativa em um cenário de mercado pressionado, segundo a analista Julia Rizzo.




























