Comércio Brasil China 2025 dispara 28% e supera US$ 106 bilhões

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Comércio Brasil China 2025 dispara 28% e supera US$ 106 bilhões

Comércio com a China atinge recorde

O comércio do Brasil com a China disparou 28% enquanto as trocas com os Estados Unidos recuaram, segundo dados oficiais. A corrente comercial com o mercado chinês alcançou US$ 106,7 bilhões no primeiro semestre, gerando superávit de US$ 22,9 bilhões para o Brasil.

Entre janeiro e junho, a corrente comercial bilateral cresceu 28,2%, impulsionada pelo aumento das exportações brasileiras de commodities e pela demanda chinesa por produtos tecnológicos. Somente em junho, as vendas externas da China cresceram 27%, com destaque para semicondutores, equipamentos eletrônicos e veículos elétricos. Em determinadas categorias, o avanço das exportações chegou a 122%.

O aumento dos preços de componentes tecnológicos também contribuiu para elevar o valor das exportações, beneficiando a balança comercial brasileira.

Queda nas trocas com os EUA

Enquanto a relação com a China se fortalece, a corrente comercial entre Brasil e Estados Unidos caiu 12,8% no primeiro semestre, para US$ 36,4 bilhões. As exportações brasileiras ao mercado norte-americano recuaram 12,5%, e as vendas dos Estados Unidos ao Brasil diminuíram 13%.

O resultado foi um déficit comercial de aproximadamente US$ 1,5 bilhão para o Brasil, revertendo superávits anteriores.

Razões políticas e geopolíticas

Fontes oficiais citadas na coluna avaliam que a deterioração das relações com Washington não decorre de um desequilíbrio comercial relevante, mas de uma disputa essencialmente política e geopolítica. Na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a administração Trump vem adotando uma postura restritiva em relação ao Brasil.

A imposição de novas sobretaxas de 25% sobre produtos brasileiros foi mencionada como um dos fatores que têm prejudicado o fluxo comercial bilateral.

Impacto para o interior paulista

Para empresários e comerciantes de Araçatuba e região noroeste paulista, a mudança no perfil do comércio exterior sinaliza oportunidades e desafios. O crescimento das exportações para a China pode beneficiar setores como agronegócio e indústria de base, enquanto a retração com os EUA exige cautela.

A fonte não detalhou medidas específicas para mitigar os efeitos da queda nas trocas com os norte-americanos, mas o cenário reforça a necessidade de diversificação de mercados.

Perguntas Frequentes

Quanto cresceu o comércio do Brasil com a China no primeiro semestre?

A corrente comercial entre Brasil e China cresceu 28,2% no primeiro semestre, alcançando US$ 106,7 bilhões, com superávit de US$ 22,9 bilhões para o Brasil.

Como foi o desempenho do comércio entre Brasil e Estados Unidos no primeiro semestre?

A corrente comercial caiu 12,8%, para US$ 36,4 bilhões, com exportações brasileiras recuando 12,5% e vendas dos EUA ao Brasil caindo 13%, resultando em déficit de US$ 1,5 bilhão para o Brasil.

Por que as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos estão se deteriorando?

Segundo fontes oficiais, a deterioração não decorre de desequilíbrio comercial relevante, mas de disputa política e geopolítica, com o governo Lula avaliando que a administração Trump adota postura restritiva, incluindo sobretaxas de 25% sobre produtos brasileiros.

Fonte

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