Desenrola endividamento: por que brasileiros voltam a se endividar?

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O governo lançou o novo Desenrola com a proposta de aliviar a pressão sobre o orçamento de famílias endividadas. No entanto, especialistas apontam que programas de renegociação não são garantia de tirar os brasileiros das dívidas se tratados como estratégia isolada. A pergunta que fica é: por que tantos voltam a se endividar mesmo após um acordo?

Raízes do endividamento recorrente

Economistas e planejadores financeiros afirmam que o retorno ao endividamento está ligado a juros elevados, dependência crescente do crédito para pagar despesas do dia a dia e falta de reorganização financeira após os acordos. Segundo eles, enquanto a estrutura de consumo não mudar, a dívida tende a se repetir.

Carol Stange, especialista em finanças, afirma que renegociar uma dívida sem mudar a dinâmica financeira é como esvaziar um barco com um balde sem tampar o furo. A metáfora ilustra a necessidade de atacar a causa do problema, não apenas os sintomas.

Estratégias para evitar o ciclo

Segundo ele, a “faxina financeira” exige revisão de hábitos de consumo e corte de excessos. Carol Stange sugere consolidar dívidas em linhas de crédito mais baratas, limitar o uso do cartão ao valor que pode ser pago integralmente e automatizar pequenos aportes mensais para formar reserva de emergência. Essas medidas ajudam a criar uma base mais sólida para as finanças pessoais.

Ao reorganizar as contas, a prioridade é preservar despesas essenciais (moradia, alimentação, energia elétrica e água). Segundo Nogueira, dívidas de serviços básicos costumam gerar mais urgência na renegociação do que as bancárias, por envolverem o corte do serviço. O problema se agrava quando a pessoa começa a comprometer despesas básicas para pagar dívidas antigas, num quadro de superendividamento.

Renegociação por etapas

Carvalho recomenda renegociar por etapas para quem tem múltiplas dívidas. A abordagem gradual permite priorizar os débitos mais urgentes e negociar condições melhores sem sobrecarregar o orçamento. Segundo a associação, as ações podem ajudar consumidores a escolher linhas de crédito mais adequadas à renda e às necessidades da família.

O mito da dívida que “caduca”

Quando o tema da renegociação de dívidas entra em discussão, costuma reaparecer a ideia de esperar a dívida “caducar” após cinco anos. Carol Stange diz que ignorar uma dívida não a apaga, apenas transfere o problema para um momento em que se pode ter menos poder de negociação. Portanto, o melhor caminho é enfrentar a situação de frente, com planejamento e orientação adequados.

Perguntas Frequentes

Por que o Desenrola pode não resolver o endividamento dos brasileiros?

Especialistas apontam que programas de renegociação não são garantia de tirar os brasileiros das dívidas se tratados como estratégia isolada. O retorno ao endividamento está ligado a juros elevados, dependência crescente do crédito para pagar despesas do dia a dia e falta de reorganização financeira após os acordos.

O que fazer para evitar voltar a se endividar após renegociar dívidas?

Carol Stange sugere consolidar dívidas em linhas de crédito mais baratas, limitar o uso do cartão ao valor que pode ser pago integralmente e automatizar pequenos aportes mensais para formar reserva de emergência. Também recomenda revisar hábitos de consumo e cortar excessos.

Vale a pena esperar a dívida caducar em vez de renegociar?

Carol Stange diz que ignorar uma dívida não a apaga, apenas transfere o problema para um momento em que se pode ter menos poder de negociação. Além disso, dívidas de serviços básicos costumam gerar mais urgência na renegociação por envolverem o corte do serviço.

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