Ibovespa sobe com acordo EUA-Irã, mas petróleo pressiona

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Ibovespa sobe com acordo EUA-Irã, mas petróleo pressiona

O Ibovespa opera em alta nesta quarta-feira, animado com a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã que pode aliviar tensões geopolíticas. No entanto, o movimento tem gerado efeitos paradoxais, uma vez que a queda do petróleo pressiona as ações de petroleiras, que têm grande peso no índice.

Ibovespa sobe, mas petroleiras caem

Às 13h50 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,65%, aos 187.958 pontos. O benchmark da Bolsa tem ganhos modestos, uma vez que petroleiras, que correspondem a grande parte do índice, registram baixa com a queda do petróleo. Enquanto isso, as bolsas de Nova York avançavam cerca de 1%, refletindo o otimismo global com a trégua no Oriente Médio.

Petróleo cai com expectativa de acordo

O petróleo cai pelo segundo dia consecutivo, com o Brent recuando perto de 7,5%, ao redor de US$ 101 o barril. A queda é impulsionada pela declaração da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que afirmou que a travessia pelo Estreito de Ormuz poderá ser retomada de forma “segura e sustentável”. A notícia alivia os temores de interrupção no fornecimento global de petróleo.

Efeitos paradoxais no mercado

Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, episódios de acomodação após notícias positivas tendem a ser naturais diante da fragilidade do cenário geopolítico. As ações que mais se beneficiaram do choque de petróleo, especialmente as petroleiras como Petrobras (PETR3; PETR4) e PRIO (PRIO3), tendem a perder o prêmio que vinham capturando com o Brent acima de US$ 100. Esse movimento explica o desempenho misto do Ibovespa.

Vale como caso especial

A Vale (VALE3), aponta Matos, entra como caso especial, porque o eventual recuo do dólar pode pressionar o resultado em reais, mas a volta da normalidade no comércio global tende a sustentar a demanda chinesa por minério. Assim, a mineradora pode se beneficiar da redução de riscos geopolíticos, mesmo com a volatilidade cambial.

O mercado segue atento aos desdobramentos das negociações entre EUA e Irã, que podem trazer novos impactos para o petróleo e, consequentemente, para o Ibovespa. A fonte não detalhou o cronograma das conversas.

Perguntas Frequentes

Por que o Ibovespa subiu apesar da queda das petroleiras com o possível acordo EUA-Irã?

O Ibovespa subiu 0,65% aos 187.958 pontos, impulsionado por expectativas de acordo, mas as petroleiras caíram com o petróleo Brent recuando perto de 7,5% para US$ 101 o barril, o que limitou os ganhos do índice.

Como a queda do petróleo afeta as ações da Petrobras e PRIO?

As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) e PRIO (PRIO3), que se beneficiaram do choque do petróleo, tendem a perder o prêmio que capturavam com o Brent acima de US$ 100, conforme analista da Empiricus Research.

Qual o impacto do possível acordo EUA-Irã sobre a Vale (VALE3)?

Para a Vale, o recuo do dólar pode pressionar o resultado em reais, mas a normalização do comércio global tende a sustentar a demanda chinesa por minério, segundo analista.

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