IPCA junho 2026: inflação desacelera para 0,16% com queda dos alimentos

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IPCA junho 2026: inflação desacelera para 0,16% com queda dos alimentos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16% em junho de 2026, segundo dados divulgados em 10 de julho pelo IBGE. O resultado representa uma desaceleração em relação a maio (0,58%) e também fica abaixo da taxa de junho de 2025 (0,24%). A inflação mais branda foi puxada principalmente pela queda dos preços de Alimentos e Bebidas, que registraram deflação no mês.

Alimentos e Bebidas registram queda

O grupo Alimentos e Bebidas apresentou queda nos preços em junho, contribuindo para a desaceleração do IPCA. Esse movimento ajudou a aliviar a pressão sobre o custo de vida das famílias, especialmente para itens de consumo diário. A fonte não detalhou quais produtos específicos tiveram redução, mas o resultado foi suficiente para compensar parcialmente os aumentos em outros setores.

Habitação lidera pressão inflacionária

Em contrapartida, o grupo Habitação teve a maior alta de preços em junho e liderou a pressão sobre a inflação. Em maio, o grupo já havia subido 1,11%. O destaque ficou por conta da energia elétrica residencial, que desacelerou de 3,67% para 1,53% em junho, mas ainda assim foi o item que mais contribuiu para o resultado do mês. Isso significa que, apesar da queda na taxa, a conta de luz continua pesando no bolso do consumidor.

Saúde e planos de saúde mais caros

No setor de Saúde e Cuidados Pessoais, os planos de saúde ficaram mais caros, refletindo reajuste de até 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em vigor desde maio. Além disso, artigos de higiene pessoal também subiram, com destaque para os perfumes, que tiveram alta de 1,12%. Esses aumentos contribuíram para a manutenção da inflação em patamar elevado no acumulado do ano.

Despesas Pessoais e outros grupos

O grupo Despesas Pessoais teve aumento de 0,25% em junho. Os principais reajustes vieram de empregado doméstico (0,53%) e cabeleireiro e barbeiro (0,65%). Esses serviços, comuns no dia a dia das famílias, também pressionaram o índice, embora em menor intensidade que a habitação.

Acumulado do ano e perspectivas

No primeiro semestre de 2026, o IPCA acumulou alta de 3,36%, ante 2,99% no mesmo período de 2025. Esse é o maior avanço para os seis primeiros meses do ano desde 2022. Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,64%, contra 4,72% até maio. A desaceleração no curto prazo traz alívio, mas o acumulado ainda preocupa empresários e comerciantes da região noroeste paulista, que precisam repassar custos e manter margens.

Para o comércio local, a inflação mais baixa em junho pode sinalizar uma trégua nos custos operacionais, especialmente com a queda dos alimentos. No entanto, a alta da habitação e dos planos de saúde continua exigindo planejamento financeiro cuidadoso. A expectativa é que o IPCA se mantenha sob vigilância nos próximos meses, com foco nos reajustes sazonais e na política monetária.

Perguntas Frequentes

Qual foi a taxa do IPCA em junho e como ela se compara com maio e junho do ano passado?

O IPCA subiu 0,16% em junho, desacelerando em relação a maio (0,58%) e também inferior a junho do ano passado (0,24%).

O que causou a desaceleração da inflação em junho?

A desaceleração foi puxada pela queda dos preços de Alimentos e Bebidas, que registraram deflação no mês.

Qual foi o grupo que mais pressionou a inflação em junho e quais itens se destacaram?

Habitação teve a maior alta, com destaque para a energia elétrica residencial, que subiu 1,53% (embora tenha desacelerado em relação a maio) e foi o item que mais contribuiu para o resultado do mês.

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