NBS Petróleo e Gás inicia produção e mira crescimento

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NBS Petróleo e Gás inicia produção e mira crescimento

Autorização da ANP marca início da produção

A NBS Petróleo e Gás, uma junior oil fundada por três ex-funcionários da Petrobras, recebeu autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para iniciar a produção em seus dois primeiros campos no Espírito Santo. A companhia, que atua exclusivamente em campos onshore, pretende explorar o que vê como uma “terceira onda” na indústria. A autorização representa um marco para a empresa, que até então se dedicava à prestação de serviços para outras operadoras.

Origem e estratégia da NBS

A NBS surgiu inicialmente para atender outras empresas do setor, oferecendo intervenções em poços, operação e gestão de ativos. Conforme PRIO, 3R Petroleum, PetroRecôncavo e Origem cresciam, arrematando áreas em leilões ou realizando fusões e aquisições com a Petrobras, os fundadores da NBS notaram que mesmo essas companhias independentes já estavam ficando “grandes demais” para alguns ativos. Essa percepção abriu espaço para que a NBS passasse a monitorar oportunidades de aquisição de campos que não interessavam mais às grandes independentes.

Aquisição dos campos e captação com investidores

No ano passado, a NBS iniciou negociações com a Origem para comprar dois campos terrestres que a empresa havia levado em um leilão de áreas de acumulações marginais da ANP. Para financiar a transação, o multifamily office L4 Capital estruturou uma rodada de captação junto a investidores pessoa física, que ficaram com 16% da companhia. O valor do tíquete ficou entre R$ 50 mil e R$ 1,5 milhão, ampliando o acesso de investidores individuais ao setor de petróleo.

“Nós representamos este grupo de sócios e temos um assento no conselho. Estamos projetando uma taxa interna de retorno (TIR) acima de 55%”, disse Carlos Suslik, sócio e CEO da L4. A captação via pessoa física é um diferencial para uma junior oil, pois normalmente esses investimentos são restritos a fundos ou grandes investidores. A participação de 16% no capital da NBS demonstra confiança no potencial de retorno dos campos adquiridos.

Preparação para produção e projeções

Após a captação e a aprovação da ANP para cessão dos campos em junho, a NBS começou a trabalhar para deixar todos os equipamentos prontos enquanto esperava a autorização final da reguladora, que acaba de sair. “É literalmente apertar um botão e colocar pra produzir”, disse Nico, da NBS, projetando uma extração inicial de 40 barris por dia, que poderá chegar a 250 barris em 2029, sem contar eventuais novas perfurações.

A expectativa de produção crescente indica que a empresa planeja investir em melhorias nos campos ao longo dos próximos anos.

Expansão via aquisições

Em paralelo, a NBS já deu seu primeiro passo para crescimento, fechando a compra de um campo da Mandacaru Energia, também no Espírito Santo. Para esse novo negócio, a companhia levantou R$ 10 milhões com uma debênture, em emissão estruturada pela L4. A aquisição deve ser concluída, incluindo todas as aprovações, em 2027, e agregará um ativo já em produção ao portfólio. Essa estratégia de crescimento via M&As mostra que a NBS busca consolidar sua posição no mercado de campos maduros terrestres.

Lições para empresários e investidores

Para empresários e investidores do interior paulista, o modelo da NBS pode servir de referência sobre como estruturar captações com pessoas físicas e utilizar instrumentos de dívida para financiar expansão. A combinação de capital próprio e debêntures permite alavancar aquisições sem diluir excessivamente o controle. Além disso, a atuação em ativos de menor porte pode gerar retornos atrativos, como a TIR projetada acima de 55%, embora os riscos do setor de petróleo devam ser considerados.

Impacto regional e perspectivas

A autorização da ANP para início de produção nos dois primeiros campos representa a transição da NBS de prestadora de serviços para operadora de ativos próprios. Esse movimento é semelhante ao de outras junior oils que buscam nichos deixados pelas grandes empresas. Com a aquisição do campo da Mandacaru prevista para 2027, a NBS ampliará sua base produtiva e poderá gerar fluxo de caixa para novos investimentos. O foco em campos onshore no Espírito Santo aproveita a infraestrutura existente e reduz custos operacionais.

A captação com investidores pessoa física, estruturada pela L4 Capital, mostra que há apetite por ativos reais no Brasil, mesmo em setores intensivos em capital como o de petróleo. Para o comércio e serviços do noroeste paulista, a movimentação de empresas como a NBS pode gerar demanda por fornecedores locais de equipamentos, manutenção e logística, ainda que indiretamente. A expansão da indústria de petróleo onshore tende a beneficiar cadeias produtivas regionais, especialmente em estados produtores como o Espírito Santo.

A NBS não detalhou os valores totais envolvidos na aquisição dos campos da Origem, mas a estrutura com participação de 16% para pessoas físicas e a emissão de debêntures para a compra da Mandacaru indicam um planejamento financeiro cuidadoso. A companhia projeta aumento de produção de 40 para 250 barris por dia até 2029, o que dependerá de investimentos em perfuração e manutenção. Eventuais novas perfurações podem acelerar esse crescimento, mas a fonte não detalhou cronograma ou custos.

Para o público empresarial, o caso da NBS ilustra como pequenas e médias empresas podem acessar o mercado de capitais por meio de estruturas como debêntures e captações com investidores qualificados. A participação de um multifamily office como a L4 Capital na estruturação e governança traz credibilidade e pode atrair mais investidores. A TIR projetada acima de 55% é um indicador de retorno esperado, mas não garante resultados, pois depende de variáveis como preço do petróleo, custos operacionais e regulação.

Com a autorização da ANP, a NBS inicia uma nova fase operacional, deixando de ser apenas prestadora de serviços para se tornar produtora de petróleo. A estratégia de crescer via aquisições de campos marginais pode ser replicada por outras empresas do setor, especialmente em regiões com infraestrutura madura. A conclusão da compra do campo da Mandacaru, prevista para 2027, adicionará um ativo já em produção, o que deve contribuir para o fluxo de caixa da companhia. A fonte não detalhou os volumes de produção desse novo campo.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros campos que a NBS Petróleo e Gás vai começar a produzir e onde estão localizados?

A NBS vai começar a produzir em seus dois primeiros campos no Espírito Santo, após autorização da ANP publicada recentemente.

Como a NBS Petróleo e Gás financiou a compra de seus primeiros campos terrestres?

A compra foi financiada por uma rodada de captação junto a investidores pessoa física, estruturada pelo multifamily office L4 Capital, que ficaram com 16% da companhia, com tíquetes entre R$ 50 mil e R$ 1,5 milhão.

Qual é a projeção de produção inicial da NBS Petróleo e Gás nos campos recém-adquiridos?

A projeção é de uma extração inicial de 40 barris por dia, podendo chegar a 250 barris em 2029, sem contar eventuais novas perfurações.

Fonte

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