Nobel de Economia Pix: Krugman defende sistema e critica tarifas

Crédito: Estadão
O economista Paul Krugman, vencedor do Nobel de Economia, defendeu o Pix e afirmou que as tarifas de 25% anunciadas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros não terão o efeito desejado. A declaração ocorre em meio à escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e Brasil, que tem como um dos pivôs o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro.
Krugman questiona acusações de deslealdade
Em sua análise, Krugman questionou: ‘Por que seria desleal um país oferecer aos cidadãos uma forma melhor de fazer pagamentos?’. Para ele, o Pix virou justificativa dos EUA para punir o Brasil por ter inovado bem. O Brasil criou uma das melhores infraestruturas de pagamento do mundo, mas incomodou fintechs americanas, que veem no sistema uma concorrência desleal.
Krugman rejeita a tese de que o Pix conceda vantagem indevida sobre meios privados de pagamento, como cartões de débito. Ele compara a exigência de que bancos brasileiros ofereçam o Pix à obrigação de instituições financeiras americanas aceitarem depósitos e realizarem saques em dólares. Para o Nobel, trata-se de uma regulação básica do sistema financeiro, e não de uma vantagem competitiva.
Paralelo com energias renováveis
Na avaliação do economista, a reação ao Pix se assemelha à postura do governo Trump em relação às energias renováveis. Interesses ligados aos setores de criptomoedas e de combustíveis fósseis rejeitam inovações que ameacem seus modelos de negócio. Krugman critica a resistência republicana à criação de uma moeda digital emitida pelo Federal Reserve (Fed).
Segundo Krugman, a oposição ao dólar digital decorre menos de preocupações técnicas e mais do receio de que reduza a demanda por stablecoins e outros criptoativos. Ele escreve: ‘A verdadeira preocupação é que funcionaria bem demais’. A frase resume a visão do Nobel sobre a resistência a inovações que podem beneficiar a população em larga escala.
Impacto global e reação brasileira
A revista The Economist afirmou que o Pix é exemplo do desafio global à supremacia financeira dos Estados Unidos. O sistema brasileiro, que permite transferências instantâneas e gratuitas, tornou-se referência mundial e inspira outros países a criarem soluções semelhantes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou após o anúncio das tarifas. Em defesa do Pix, Lula declarou: ‘É público, é de graça e vai continuar assim’. A fala reforça o posicionamento do governo brasileiro de manter o sistema como está, mesmo diante das pressões externas.
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a análise de Krugman traz um alívio momentâneo, mas a incerteza sobre os efeitos das tarifas ainda preocupa. A guerra comercial entre EUA e Brasil pode afetar exportações de produtos como suco de laranja, açúcar e carne, que são importantes para a economia local. A fonte não detalhou quais setores seriam mais impactados, mas a expectativa é de que as negociações diplomáticas avancem para evitar prejuízos maiores.
Perguntas Frequentes
Por que Paul Krugman defende o Pix contra as críticas dos EUA?
Krugman questiona por que seria desleal um país oferecer uma forma melhor de pagamentos e rejeita a tese de que o Pix conceda vantagem indevida sobre meios privados, como cartões de débito.
Qual a relação entre o Pix e as tarifas de Trump ao Brasil?
O Pix virou justificativa dos EUA para punir o Brasil por ter inovado bem, e Krugman afirma que as tarifas não terão o efeito desejado, comparando a reação ao Pix à postura do governo Trump em relação às energias renováveis.
O que Krugman diz sobre a oposição ao dólar digital nos EUA?
Krugman critica a resistência republicana à moeda digital do Fed, afirmando que a oposição decorre do receio de que reduza a demanda por stablecoins e criptoativos, e que ‘a verdadeira preocupação é que funcionaria bem demais’.




























