Câmara aprova PLP dos Combustíveis com isenções fiscais

0
11
Câmara aprova PLP dos Combustíveis com isenções fiscais

A Câmara dos Deputados aprovou, após semanas de discussão, o PLP dos Combustíveis (PLP 114/2016), que agora segue para o Senado. Ademais, o projeto chega acompanhado de um pacote de isenções fiscais que inclui a Copa do Mundo Feminina, minerais críticos e crédito para a produção de fertilizantes.

O texto determina a redução ou a suspensão de impostos federais sobre gasolina, diesel e etanol durante momentos de forte alta do petróleo no mercado internacional.

Entenda o PLP dos Combustíveis

Em suma, o PLP dos Combustíveis é uma proposta que cria um mecanismo de proteção ao consumidor em cenários de alta expressiva do petróleo. Assim sendo, quando o barril dispara no mercado internacional, o governo poderá reduzir ou suspender temporariamente a cobrança de tributos federais sobre a gasolina, o diesel e o etanol. A medida busca evitar que a variação externa seja repassada integralmente ao preço final nas bombas. Com isso, o projeto se torna uma ferramenta de política de preços para momentos de crise. Ou seja, essa é a essência do texto aprovado nesta semana.

Mas o projeto também incorporou outros benefícios que vão além dos combustíveis.

Como o projeto foi destravado

Depois de semanas de discussão, a votação do projeto foi realizada. Nesta terça-feira, uma reunião entre a relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destravou o documento. Ademais, o encontro foi decisivo para superar os impasses e permitir a votação. Em seguida, o PLP 114/2016 seguiu para o Senado. No caminho, o texto ganhou os chamados jabutis.

Jabutis ampliam a renúncia fiscal

Durante as negociações, o projeto recebeu os chamados jabutis, que são trechos estranhos ao texto original incluídos em uma proposta. Esses jabutis estabelecem renúncia fiscal, ou seja, a abertura de mão de receitas por parte do governo. O mecanismo é comum no processo legislativo, mas costuma gerar controvérsias. Ou seja, os jabutis incorporados ao projeto são:

  • Isenção fiscal para a exploração de minerais críticos no país
  • Crédito para a produção de fertilizantes
  • Isenção para a Copa do Mundo Feminina

Em resumo, todas essas medidas foram incorporadas ao PLP dos Combustíveis. Além disso, a inclusão desses trechos é resultado de negociações específicas.

Minerais críticos já tinham projeto anterior

Um jabuti em particular chama atenção: a isenção fiscal para a exploração de minerais críticos no país. Isso porque um projeto de 2024 que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos já foi aprovado na Câmara. Ou seja, o tema já era discutido na Casa antes mesmo da proposta atual. Portanto, para o presidente da Câmara, é preciso ampliar os benefícios fiscais para essa atividade. Dessa forma, esse posicionamento reforça a inclusão do benefício no PLP dos Combustíveis.

Fertilizantes: produtos contemplados

No campo dos fertilizantes, o pacote de isenções fiscais prevê crédito para a produção dos insumos. Por exemplo, a medida contempla produtos como:

  • Ureia
  • Nitrato de amônio
  • Fosfato monoamônico
  • Fosfato diamônico
  • Cloreto de potássio
  • Amônia
  • Enxofre
  • Rocha fosfática
  • Bioinsumos
  • Biofertilizantes
  • Remineralizadores

Dessa forma, a lista de itens é extensa e cobre diferentes etapas da produção agrícola. Além dos insumos, o pacote reservou um espaço para o esporte.

Copa do Mundo Feminina de 2027

Ademais, outra isenção no pacote é voltada para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. A medida deve beneficiar a organização do evento, reduzindo custos tributários para a sua realização. Sobretudo, a inclusão dessa isenção no PLP dos Combustíveis amplia o escopo da proposta. Com isso, o projeto passa a contemplar desde a área de combustíveis até grandes eventos esportivos.

Alta do petróleo pressiona e justifica urgência

O cenário que motiva a proposta é a forte alta no valor global do petróleo. Assim sendo, o preço do barril passou por forte alta desde o início da guerra no Oriente Médio entre EUA e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro. Por exemplo, no final de abril, o barril de petróleo do tipo Brent registrava alta acumulada de 45% desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. O valor, que estava em US$ 72 antes da guerra, chegou a ser cotado a US$ 105. Nesta terça-feira, o barril fechou o dia sendo negociado a US$ 88,91. Em resumo, esses números mostram o impacto do conflito sobre o preço do combustível fóssil. Portanto, o PLP dos Combustíveis, nesse contexto, torna-se um instrumento importante, pois determina a redução ou suspensão de impostos federais sobre gasolina, diesel e etanol em momentos de forte alta do petróleo.

Opção por tramitação acelerada

Em suma, o uso do PLP dos Combustíveis para incluir todas as isenções é visto como uma forma de agilizar o ajuste das políticas fiscais. Além disso, a ideia de usar o PLP para ajustar todas as isenções ajuda os congressistas e o próprio governo a não “perder tempo” com novas proposições. Assim sendo, o projeto, que já trata de renúncia fiscal, foi o escolhido para acelerar a tramitação. Com isso, o pacote de benefícios segue em um único documento, em vez de tramitar em várias frentes. Consequentemente, isso permite que as medidas sejam avaliadas de uma só vez pelo Legislativo.

Perguntas Frequentes

Quais isenções fiscais o pacote do PLP dos Combustíveis aprovado pela Câmara inclui?

O pacote inclui isenções fiscais para a Copa do Mundo Feminina de 2027, minerais críticos e crédito para a produção de fertilizantes. Ademais, há também jabutis, como a isenção para exploração de minerais críticos.

Para onde vai o PLP 114/2016 depois de aprovado na Câmara?

O PLP 114/2016 segue agora para o Senado após aprovação na Câmara. Ademais, a votação ocorreu depois de semanas de discussão e foi destravada após reunião entre a relatora Marussa Boldrin e o ministro Bruno Moretti.

Qual foi o impacto da alta do petróleo na aprovação do PLP dos Combustíveis?

O aumento de receitas com o petróleo, devido à alta global do preço do barril, foi o motivo do PLP. Por exemplo, o Brent subiu 45% desde 28 de fevereiro, passando de US$72 para US$105 antes da guerra, e fechou a US$88,91 nesta terça.

Fonte

Leave a reply