BC pune Genial com multa de R$ 21,6 milhões e inabilita executivos

Crédito: Folha de S.Paulo
O Banco Central (BC) multou o Banco Genial em R$ 21,56 milhões e inabilitou executivos. A decisão, anunciada pelo Comitê de Supervisão e Avaliação de Supervisão (Copas), aponta irregularidades em operações de câmbio, falhas na comunicação de operações suspeitas ao Coaf e deficiências em controles internos.
BC aplica multa de R$ 21,6 milhões
De acordo com o Banco Central, o Genial foi penalizado por:
- descumprimentos em operações de câmbio;
- falhas na comunicação de operações suspeitas ao Coaf;
- deficiências em controles internos.
A decisão do Copas também atingiu diretamente a cúpula da instituição. O comitê definiu a inabilitação do CEO do banco, André Schwartz, que terá de pagar R$ 516 mil em multas.
Executivos são inabilitados e multados
O Copas determinou a inabilitação do CEO André Schwartz, uma das medidas mais severas previstas na regulação do mercado financeiro. Ele terá de arcar com R$ 516 mil em multas.
Além de Schwartz, outros dois executivos foram punidos, com multas que somam R$ 912 mil. Um deles também foi inabilitado:
- William Kenzo Yoshiro: multa de R$ 732 mil e inabilitação por seis anos. Segundo o relator, ele foi responsável pela contratação de US$ 687 milhões com clientes não certificados, em operações realizadas entre março e outubro de 2021.
- Luis José Rebello de Resende (ex-diretor de controles internos até 2025): multa de R$ 180 mil, sem inabilitação.
As punições impõem restrições diretas à atuação profissional dos envolvidos e sinalizam uma postura mais rigorosa do regulador em relação à conformidade no setor financeiro. A medida também pode impactar a reputação do banco no mercado, especialmente entre empresas que operam com câmbio e comércio exterior.
Genial nega irregularidades e recorrerá
Em nota, o Genial afirmou que cumpriu todas as normas aplicáveis da época dos fatos e que o Copas interpretou fatos de mais de cinco anos atrás a partir de normas que entraram em vigor somente em fevereiro deste ano. A instituição financeira diz que tem governança robusta, sempre cumpriu a regulação, e adotará as medidas cabíveis para anular as condenações que considera injustas.
A nota do Genial afirma que foram definidas 21 absolvições ao final do processo. O banco alegou que adotava análise rigorosa, que a pandemia impediu visitas presenciais e que eram operações proprietárias de arbitragem com limites compatíveis com o caixa dos clientes. Esses argumentos, porém, não foram aceitos pelo BC.
O banco afirma que a acusação usa regras posteriores aos fatos e fala em injustiça. A defesa promete recorrer da decisão, o que deve prolongar o caso na esfera administrativa e, possivelmente, na Justiça.
BC refuta argumentos da instituição
O BC contestou as alegações do Genial, afirmando que saldo pontual de caixa não comprova fluxo financeiro e que extratos indicavam recursos vindos de contrapartes e atividade de intermediação. Isso reforça a tese de que as operações de câmbio envolvendo clientes não certificados eram, na visão do regulador, uma prática irregular.
A divergência entre as partes é clara: enquanto o banco sustenta que agiu dentro das regras vigentes na época, o Copas entende que houve violações relevantes. A decisão do BC é mais um capítulo na fiscalização do setor, que afeta diretamente bancos e instituições financeiras que atuam no interior paulista, incluindo empresas de Araçatuba e região noroeste do estado.
Para empresários e comerciantes que dependem de operações de câmbio, a notícia serve de alerta sobre a importância da conformidade com as regras do Banco Central. O caso também mostra que falhas em controles internos podem gerar punições severas, tanto para a instituição quanto para seus executivos. A expectativa é que o desfecho do recurso traga mais clareza sobre a aplicação das normas em vigor.
Perguntas Frequentes
Por que o Banco Central multou o Banco Genial em R$ 21,6 milhões?
O Banco Central multou o Banco Genial em R$ 21,56 milhões por irregularidades em operações de câmbio, comunicação de operações suspeitas ao Coaf e controles internos. A decisão também inabilitou executivos.
Quais executivos do Banco Genial foram punidos pelo BC e quais os valores das multas?
O CEO André Schwartz foi multado em R$ 516 mil e inabilitado. William Kenzo Yoshiro recebeu multa de R$ 732 mil e inabilitação por seis anos, e Luis José Rebello de Resende foi multado em R$ 180 mil. Além de Schwartz, outros dois executivos foram punidos, com multas que somam R$ 912 mil, sendo um deles também inabilitado.
O que o Banco Genial disse sobre a decisão do Banco Central?
O Genial afirmou que cumpriu todas as normas aplicáveis da época dos fatos e que o Copas interpretou fatos de mais de cinco anos atrás com base em normas que entraram em vigor em fevereiro deste ano. O banco destacou 21 absolvições, disse que tem governança robusta e que adotará medidas para anular as condenações que considera injustas.




























