Plano de Flávio prevê fim da escala 6×1, crítica e ajuste fiscal

Crédito: O GLOBO
Em evento no Rio de Janeiro, a coordenadora do plano econômico de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, prometeu ajuste fiscal e criticou o fim da escala 6×1. Além disso, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal defendeu o enxugamento da máquina pública e a ampliação da liberdade nas negociações trabalhistas. Ademais, a declaração foi dada durante o 25º Fórum Empresarial Lide, promovido pelo grupo empresarial criado pelo ex-governador de São Paulo João Dória.
Ajuste fiscal e enxugamento da máquina pública
Durante o debate, Daniella defendeu um ajuste fiscal, mas evitou citar valores e estimativas de impacto. Contudo, ela também não mencionou medidas sobre gastos obrigatórios e indexados.
Ao ser perguntada, após o discurso, sobre eventual revisão na regra de reajuste do salário mínimo, que indexa a despesa bilionária do INSS com o piso das aposentadorias, Daniella disse que “a política é que vai decidir” sobre isso.
Propostas do plano econômico
Ela afirmou que o programa de governo de Flávio Bolsonaro para a economia “é muito antagônico ao outro plano”, numa referência à continuidade da atual equipe econômica numa reeleição de Lula. Ou seja, segundo ela, a proposta inclui:
- rever estruturas;
- combater desperdícios;
- combater privilégios;
- reduzir sobreposições;
- reavaliar estatais e ativos que não fazem sentido permanecer na mão do Estado;
- digitalizar processos;
- centralizar serviços administrativos.
“Queremos começar dentro de casa, revendo estruturas, combatendo desperdícios, combatendo privilégios, reduzindo sobreposições, reavaliando estatais e ativos que não fazem sentido de permanecer na mão do Estado, digitalizando processos, centralizando serviços administrativos”, declarou.
Um eventual governo Flávio focará no ajuste das contas públicas, com enxugamento da máquina federal. Ademais, a proposta inclui a redução dos mais de 30 ministérios de hoje para de 20 a 25 pastas, além do combate a desperdícios e privilégios. Sobretudo, as medidas, segundo a coordenadora, buscam dar eficiência ao setor público.
Crítica ao fim da escala 6×1
Daniella Marques também criticou a proposta de redução do limite semanal da jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1. No entanto, para ela, trata-se de proposta “populista”, que é “inócua” na realidade da maioria das famílias brasileiras.
“É um debate populista, inócuo na realidade atual das famílias brasileiras. O cara tem que ter liberdade para trabalhar o quanto ele quiser. É uma ficção dizer que está se concedendo alguma coisa (com a redução da jornada) enquanto quem produz não vai ter condição (de arcar com o aumento do custo de mão de obra). Vai ter um custo enorme em relação a isso”, disse.
Na avaliação dela, a mudança na jornada trará um “custo enorme” para quem produz. Portanto, a ex-presidente da Caixa defendeu que a discussão não deveria ser sobre o limite de horas, mas sobre a liberdade de negociação entre trabalhador e empregador.
Liberdade para negociar contratos
“O problema não é a 6×1. O problema é a falta de liberdade do cidadão para discutir o seu contrato com o empregador, sem o Estado interferir. Então, somos a favor da liberdade e da ampliação dessa liberdade”, afirmou. “Deveríamos ter todas as jornadas permitidas, cabendo ao trabalhador e ao empregador decidirem de que forma eles querem construir os seus contratos”, completou.
A coordenadora participou do 25º Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira. Além disso, o evento é promovido pelo Lide, grupo empresarial criado por João Dória. Sobretudo, no discurso, ela também criticou a política econômica do governo Lula.
PEC da jornada e cenário político
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoia uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz o limite máximo da jornada de trabalho no país das atuais 44 horas por semana para 40 horas semanais, com pelo menos dois dias de folga por semana, acabando com a escala 6×1. Consequentemente, Lula, candidato à reeleição no pleito de outubro, já sinalizou que defenderá a redução da jornada como bandeira de campanha.
Daniella Marques, por sua vez, sinalizou que um eventual governo Flávio atuaria para rever estruturas e dar previsibilidade às contas públicas. Ela, no entanto, não apresentou números sobre o ajuste fiscal. Ademais, a fonte não detalhou como seriam implementadas as medidas.
Perguntas Frequentes
Quais medidas concretas de ajuste fiscal aparecem no plano econômico de Flávio Bolsonaro, segundo Daniella Marques?
Daniella Marques prometeu enxugar a máquina pública, reduzindo os mais de 30 ministérios para 20 a 25 pastas, e combater desperdícios e privilégios. No entanto, ela evitou citar valores e medidas sobre gastos obrigatórios e indexados.
Por que Daniella Marques é contra o fim da escala 6×1?
Ela classificou a proposta como ‘populista’ e ‘inócua’ para as famílias brasileiras, argumentando que trará ‘custo enorme’ para quem produz. Além disso, defendeu que o trabalhador tenha liberdade para negociar seu contrato com o empregador, sem intervenção do Estado.
O que a coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro disse sobre a regra de reajuste do salário mínimo?
Em resumo, ao ser questionada sobre eventual revisão na regra de reajuste do salário mínimo, que indexa a despesa do INSS com o piso das aposentadorias, Daniella disse que ‘a política é que vai decidir’ sobre isso.




























