Marcopolo POMO4 pode dar a volta por cima em 2027

Crédito: Money Times
A Marcopolo (POMO4) pode dar a volta por cima? Veja o que BBI, Safra e XP esperam para 2027. As recomendações de compra para ações da fabricante de carrocerias de ônibus crescem, mesmo com uma análise cautelosa das entidades financeiras.
Investor Day traz visão construtiva para médio prazo
A Marcopolo apresentou, no Investor Day, uma visão um pouco mais construtiva para o médio prazo, embora a companhia ainda enfrente desafios de rentabilidade e demanda no curto prazo. O evento reuniu analistas e investidores para discutir as perspectivas da empresa.
Bradesco BBI, Safra e XP Investimentos recomendaram a compra das ações, sinalizando confiança na capacidade de recuperação da companhia. Ainda assim, as casas mantêm um tom prudente diante do cenário atual.
Caminho da Escola impulsiona demanda doméstica
Um dos principais pontos positivos foi o avanço do programa Caminho da Escola, uma proposta do Governo Federal criada em 2007 para garantir o transporte diário, seguro e de qualidade para estudantes da rede pública. A iniciativa é vista como um importante vetor de demanda para o setor de ônibus.
A XP também destacou a importância do programa para o mercado doméstico, enquanto Ágora e Safra ponderaram que a demanda governamental deve ganhar maior relevância apenas a partir de 2027. Historicamente, entre 80% e 90% dos volumes adjudicados no Caminho da Escola são entregues.
No entanto, o ritmo depende da definição orçamentária e da utilização de emendas parlamentares — que financiaram cerca de 80% das unidades do programa. Essa dependência de recursos públicos adiciona incerteza ao cronograma de entregas.
Move Brasil concentra impacto no terceiro trimestre de 2026
Outro vetor citado foi o Move Brasil, de financiamento de veículos. Para os analistas, o programa deve concentrar seu impacto no terceiro trimestre de 2026, especialmente para a Volare, que conta com estoque disponível e ciclo de financiamento mais curto.
A avaliação do BBI, porém, é de que o programa representa mais uma antecipação de compras do que um crescimento estrutural das vendas, sobretudo entre ônibus urbanos maiores e rodoviários. Ou seja, o efeito pode ser temporário e não resolver os problemas de fundo do mercado.
Mercado doméstico segue como ponto de atenção
No mercado doméstico, o cenário continua sendo um dos principais pontos de atenção. O alto custo de financiamento, a pressão sobre a rentabilidade das operadoras e o aumento do diesel dificultam uma recuperação mais consistente da renovação das frotas.
Apesar da frota urbana envelhecida sustentar uma demanda potencial, a capacidade financeira dos operadores e o acesso ao crédito ainda limitam novos pedidos. Nesse contexto, a Marcopolo vem buscando elevar a eficiência operacional e reduzir custos para enfrentar o ambiente adverso.
Mercados externos oferecem oportunidades seletivas
No exterior, os analistas enxergam oportunidades em diferentes mercados. A Austrália, por exemplo, possui uma carteira de pedidos considerada forte, com volumes de 2027 esperados em níveis semelhantes aos de 2025 e 2026.
Na Colômbia, a produção relacionada ao TransMilenio deve ganhar força, enquanto Argentina e México apresentam potencial de recuperação, embora com maior incerteza sobre o timing. Essas frentes internacionais podem compensar parte da fraqueza doméstica.
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a trajetória da Marcopolo interessa por seu peso na cadeia industrial e de transportes. A recuperação da companhia pode gerar efeitos positivos em fornecedores locais e no emprego formal do setor metalúrgico.
Perguntas Frequentes
Quais são as recomendações dos bancos para as ações da Marcopolo (POMO4)?
Bradesco BBI, Safra e XP Investimentos recomendaram a compra das ações da Marcopolo, mesmo com uma análise cautelosa das entidades financeiras.
Qual é o impacto do programa Caminho da Escola nas perspectivas da Marcopolo?
O avanço do programa Caminho da Escola foi um dos principais pontos positivos, com 80% a 90% dos volumes adjudicados historicamente entregues, mas o ritmo depende de definição orçamentária e emendas parlamentares, que financiaram cerca de 80% das unidades.
Quais são os principais desafios e oportunidades para a Marcopolo no mercado doméstico e exterior?
No mercado doméstico, o alto custo de financiamento, a pressão sobre a rentabilidade das operadoras e o aumento do diesel dificultam a recuperação; no exterior, a Austrália tem carteira de pedidos forte e a Colômbia deve ganhar força com o TransMilenio, enquanto Argentina e México têm potencial de recuperação com incerteza sobre o timing.



























