AXIA nega crise de liquidez no mercado elétrico e defende modelo de preço

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AXIA nega crise de liquidez no mercado elétrico e defende modelo de preço

A AXIA Energia, líder do setor elétrico, nega que haja crise estrutural de liquidez no mercado e defende o atual modelo de formação de preços. A declaração ocorre em meio a quebras de tradings de comercialização de energia, que criticam a volatilidade dos preços e acusam a empresa de segurar liquidez para forçar alta. Enquanto isso, a AXIA registrou margem recorde de R$ 177 por megawatt-hora, alta de 320% em um ano.

Quebra de tradings e críticas ao mercado

Diversas tradings de comercialização de energia estão quebrando e criticando a volatilidade de preços no mercado elétrico. Alguns players acusam a AXIA de segurar a liquidez do mercado de contratos de longo prazo para forçar aumento de preços. Algumas tradings ameaçam questionar a atuação da AXIA e de outras grandes geradoras no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Outros pedem medidas regulatórias para ampliar a liquidez.

AXIA defende modelo de preço

Rodrigo Limp, vice-presidente de regulação, institucional e mercado da AXIA, afirmou: “Não observamos elementos que confirmem essa percepção de menor liquidez de uma forma estrutural no mercado.” Ele acrescentou: “E não vemos hoje sustentação técnica ou jurídica para promover alguma mudança regulatória nesse sentido.” Segundo Limp, pode estar ocorrendo uma crise de liquidez “talvez conjuntural” devido às quebras de comercializadoras. Ele explicou: “Tem a questão prática de risco de contraparte. De fato, os agentes estão hoje mais avessos a risco, dado o que tem acontecido com diversas comercializadoras, que não têm conseguido honrar compromissos, e estão inclusive indo para recuperação judicial.”

Estratégia da AXIA e margem recorde

O VP da AXIA negou que a atuação da companhia e sua estratégia de vendas estejam ajudando a puxar para cima os preços no mercado elétrico. Ele afirmou: “O processo de formação de preço é completamente descolado da posição comercial dos agentes. Se está vendido, comprado, isso não influencia, dado que nosso preço é formado por modelos em que essa é uma variável não considerada.” A margem da AXIA na comercialização de eletricidade no mercado livre e no mercado de curto prazo atingiu R$ 177 por megawatt-hora, avançando 320% em um ano. O resultado deve-se em parte a uma estratégia da AXIA de manter capacidade descontratada, livre para vendas no mercado de curto prazo. A empresa está com até 27% de sua energia descontratada este ano, 43% em 2026 e 57% em 2027.

Resultados da antiga Eletrobras

A antiga Eletrobras reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre, revertendo o prejuízo do mesmo período de 2025. A fonte não detalhou os fatores que levaram a esse resultado.

Perguntas Frequentes

O que a AXIA diz sobre a crise de liquidez no mercado elétrico?

A AXIA nega uma crise estrutural de liquidez, mas admite que pode haver uma crise conjuntural devido às quebras de comercializadoras, que aumentam a aversão a risco dos agentes.

Qual foi a margem da AXIA na comercialização de eletricidade e quanto ela cresceu?

A margem da AXIA atingiu R$ 177 por megawatt-hora, com um avanço de 320% em um ano, impulsionada pela estratégia de manter capacidade descontratada para vendas no mercado de curto prazo.

Por que algumas tradings acusam a AXIA de segurar liquidez e o que a empresa responde?

Algumas tradings acusam a AXIA de segurar a liquidez no mercado de contratos de longo prazo para forçar aumento de preços. A AXIA nega, afirmando que a formação de preço é descolada da posição comercial dos agentes e que não há sustentação técnica ou jurídica para mudanças regulatórias.

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