Copom Selic 2026: corte a 13,25% sem pausas, diz XP

Crédito: InfoMoney
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central não fará pausas no ciclo de flexibilização e deve reduzir a taxa Selic para 13,25% até o fim de 2026, conforme avaliação da XP Investimentos. A projeção foi divulgada em relatório a clientes, considerando o cenário de inflação e as condições externas. A decisão é amplamente esperada pelo mercado, o que tende a gerar reflexo moderado sobre os preços dos ativos.
Comunicado deve reforçar cautela
Apesar do corte esperado, o tom do comunicado do Copom deve enfatizar a cautela. A autoridade monetária sinaliza atenção aos riscos inflacionários, especialmente diante de incertezas no ambiente internacional. A fonte não detalhou o teor exato do texto, mas indicou que a mensagem será de prudência.
No exterior, o Banco Central Europeu elevou as taxas de juros, e há indicativos de que o Federal Reserve também aperte a política monetária nos Estados Unidos nesta quarta-feira. Esse cenário global mais restritivo pode influenciar as decisões futuras do Copom.
Economia doméstica perde tração
No ambiente doméstico, os indicadores demonstram perda de tração. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre motivou a revisão na estimativa de expansão da economia em 2026, de 2,0% para 1,7%. Essa desaceleração reforça a necessidade de estímulo monetário.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou deflação de 0,32% em agosto, impulsionada pelo recuo nos preços de bens administrados. Apesar disso, a taxa de câmbio continua resiliente, mesmo com a alta dos juros globais. Esse movimento é explicado pelas exportações de commodities do Brasil e pelo ingresso líquido de investimentos estrangeiros.
Riscos de alta no horizonte
Mas há riscos de alta no mercado interno à frente. Os debates no Congresso Nacional sobre a mudança na jornada de trabalho 6×1 podem impactar os custos de produção, avalia a XP. Além disso, os preços do diesel permanecem sem paridade internacional e abrem espaço para reajustes até o encerramento do ano.
Esses fatores podem pressionar a inflação nos próximos meses, exigindo atenção do Copom. A XP destaca que a autoridade monetária deve focar nos horizontes mais longos para justificar a decisão sobre os juros.
Projeções de inflação do Copom
A equipe da XP avalia que a previsão de IPCA para 2026 do Copom será de 4,9%, um recuo frente ao 5,1% da reunião anterior. Para 2027, a projeção é de aumento, de 3,8% para 3,9%. As projeções para o primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária, devem subir de 3,2% para 3,3%.
Essas estimativas indicam que a inflação segue acima do centro da meta, mas em trajetória de convergência gradual. O Copom deve sinalizar que continuará monitorando os dados para calibrar os próximos passos.
Impacto para empresas e comércio
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a redução da Selic tende a baratear o crédito e estimular o consumo. Setores como varejo, serviços e indústria podem se beneficiar de condições de financiamento mais favoráveis. No entanto, a cautela do Copom indica que o ciclo de cortes será gradual.
A XP não detalhou projeções específicas para o comércio local, mas o cenário de juros mais baixos costuma favorecer a atividade econômica. A continuidade do ciclo dependerá da evolução da inflação e do ambiente externo.
Perguntas Frequentes
Qual é a projeção da XP para a taxa Selic até o fim de 2026?
A XP avalia que o Copom reduzirá a taxa Selic para 13,25% até o fim de 2026, sem pausas no ciclo de cortes.
Quais são as projeções de inflação do Copom para 2026 e 2027, segundo a XP?
A XP estima que a previsão de IPCA do Copom para 2026 será de 4,9% (ante 5,1% na reunião anterior) e para 2027 de 3,9% (ante 3,8%).
Quais fatores domésticos podem pressionar a inflação no Brasil, de acordo com a análise da XP?
A XP cita os debates no Congresso sobre a mudança na jornada 6×1, que podem impactar custos de produção, e a falta de paridade internacional dos preços do diesel, abrindo espaço para reajustes até o fim do ano.


























