Fleury e Marcopolo se destacam; Ibovespa cai 3,08%

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Fleury e Marcopolo são destaques; Ibovespa cai 3,08%

O Ibovespa encerrou a primeira semana de agosto com queda acumulada de 3,08%. Portanto, o principal índice da bolsa brasileira terminou a última sessão aos 172.513,42 pontos, pressionado pelos balanços do segundo trimestre e pela semana marcada pela reunião do Copom. Em meio a esse cenário, as ações de Fleury (FLRY3) e Marcopolo (POMO4) foram os destaques da semana.

O início de agosto foi negativo para a bolsa, que começou o mês em queda de mais de 3%. Consequentemente, a pressão veio dos resultados trimestrais das empresas, que foram divulgados ao longo dos cinco pregões. Por outro lado, o dólar à vista terminou o período a R$ 5,0836, com alta de 0,26% no acumulado da semana.

Além dos balanços corporativos, a atenção dos investidores esteve voltada para a decisão do Copom. A reunião do comitê, portanto, foi amplamente esperada pelo mercado. Dessa forma, o Ibovespa, que encerrou a primeira semana de agosto em queda, acumulou desvalorização de 3,08% e fechou aos 172.513,42 pontos.

Sobretudo, a temporada de balanços do segundo trimestre pressionou o índice. Os resultados corporativos foram divulgados ao longo dos cinco pregões, e a semana também foi marcada pela reunião do Copom. Em resumo, o Ibovespa começou agosto em queda de mais de 3% e encerrou a primeira semana com perda de 3,08%.

Copom reduz Selic para 14% ao ano

O destaque da semana ficou por conta da decisão do Copom. Ou seja, o comitê cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. Consequentemente, foi a quarta flexibilização consecutiva dos juros, e a decisão foi unânime.

Para parte do mercado, o comunicado deixou a porta aberta para pelo menos um novo corte na Selic em setembro. Dessa forma, essa leitura foi feita por investidores que acompanham as sinalizações do comitê. Além disso, a possibilidade de novos cortes passou a ser considerada na precificação das curvas de juros. Em resumo, a sinalização do comitê foi interpretada como um passo para novos cortes.

Risco político e tensões externas

No cenário político, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-PB) foi anunciado como vice do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Consequentemente, o anúncio injetou aversão a risco no mercado. Ademais, as tensões geopolíticas também continuaram no radar, com expectativas de avanços nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz.

No campo político, a notícia do anúncio do vice gerou aversão a risco. Por outro lado, no cenário externo, as negociações para reabertura do Estreito de Ormuz permaneceram como ponto de atenção.

Dados de emprego nos EUA adiam alta de juros

No mercado americano, o payroll desacelerou mais do que o esperado em julho. Isto é, foram fechados 23 mil postos de trabalho, ante expectativa de abertura de 80 mil vagas. Ademais, a taxa de desemprego recuou de 4,2% em junho para 4,1% em julho, enquanto economistas projetavam estabilidade.

O payroll é a principal referência do Federal Reserve para o mercado de trabalho. Portanto, com os dados mais fracos, o mercado adiou a aposta de retomada do ciclo de altas no Fed Funds de setembro para outubro. Consequentemente, a mudança na expectativa influencia os mercados globais, incluindo o Brasil.

Os dados de emprego nos Estados Unidos vieram mais fracos do que o esperado. Ou seja, o fechamento de 23 mil postos, contra uma projeção de abertura de 80 mil, foi registrado em julho. Além disso, a taxa de desemprego recuou de 4,2% para 4,1%.

Fleury e Marcopolo são os destaques

Assim sendo, em meio à queda do Ibovespa, Fleury (FLRY3) e Marcopolo (POMO4) foram os destaques da semana.

A semana foi marcada pela queda do principal índice da bolsa, pela decisão do Copom e pelos dados de emprego nos Estados Unidos. Fleury e Marcopolo, no entanto, foram os destaques do período. Portanto, os próximos passos da política monetária permanecem no centro das atenções.

Perguntas Frequentes

O Ibovespa caiu quanto na primeira semana de agosto e por quê?

O Ibovespa caiu 3,08% na semana, pressionado pelos balanços corporativos do segundo trimestre e pela esperada decisão do Copom. Portanto, o índice fechou aos 172.513,42 pontos.

O que o Copom decidiu sobre a taxa Selic e como o mercado reagiu?

O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano, na quarta flexibilização consecutiva, por unanimidade. Além disso, o comunicado deixou aberta a porta para um novo corte em setembro.

Qual foi o impacto dos dados de emprego dos EUA nas expectativas para os juros do Fed?

O payroll desacelerou mais que o esperado, com fechamento de 23 mil postos de trabalho em julho, e o mercado adiou a aposta de alta do Fed Funds de setembro para outubro. Ademais, a taxa de desemprego caiu para 4,1%.

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