Negociação dos bancários de 2026 chega à 11ª mesa após recusas

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Teve início na manhã desta quarta-feira, 26 de agosto, a 11ª mesa de negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026.

Assim sendo, a rodada acontece um dia depois de o Comando Nacional dos Bancários rejeitar, em mesa, as duas propostas apresentadas pelos banqueiros. No entanto, a oferta mais recente previa reajuste de 2,57%, índice bem abaixo da inflação estimada para a data-base da categoria.

Propostas rebaixadas são recusadas

Na negociação do dia 25 de agosto, os representantes dos bancários avaliaram as duas propostas trazidas pela Fenaban. Dessa forma, ambas foram consideradas rebaixadas e recusadas na mesa pelo Comando Nacional.

Além disso, a decisão foi comunicada naquele mesmo encontro, sem deixar margem para dúvidas sobre a insatisfação da categoria. Assim sendo, a postura firme é vista como um sinal de que a campanha deve seguir pressionando os banqueiros.

Detalhes da proposta rejeitada

A última proposta da Fenaban detalhava:

  • Reajuste total de 2,57% para salários, vale-alimentação, vale-refeição, auxílio creche, auxílio home office e auxílio para pais com filhos com deficiência;
  • Congelamento da PLR (participação nos lucros e resultados);
  • Congelamento do piso de ingresso.

Portanto, o Comando Nacional considerou a proposta inaceitável e a recusou formalmente. Além disso, para a entidade, os termos não preservam o poder de compra dos trabalhadores.

O congelamento da PLR e do piso de ingresso também pesou na rejeição. Ou seja, para o Comando, esses pontos representam um retrocesso nas condições já estabelecidas. Além disso, a necessidade de manter benefícios como auxílio creche, auxílio home office e auxílio para pais com filhos com deficiência está no centro das exigências.

Reajuste proposto não cobre inflação

Com a estimativa do INPC até a data-base da categoria, 1º de setembro, em 4,13%, o reajuste de 2,57% representaria apenas 62% da inflação acumulada.

Dessa forma, essa conta indica uma perda salarial real de 1,5% para a categoria, conforme os cálculos apresentados na mesa. Assim sendo, a diferença entre os dois percentuais é o principal entrave para um acordo.

O percentual oferecido pelos bancos está, portanto, muito aquém do necessário para reposição das perdas. Dessa forma, na prática, o trabalhador receberia um aumento inferior à alta dos preços de produtos e serviços. Consequentemente, isso significa redução do poder de compra e impacto no orçamento das famílias.

Portanto, a avaliação do Comando Nacional é de que a proposta precisa ser revista. Além disso, o índice de 2,57% não atende às necessidades da categoria e foi classificado como inaceitável. Por outro lado, a rejeição em mesa reforça a disposição de lutar por uma recomposição justa.

Expectativa para a 11ª mesa e mobilização

Nesta quarta-feira, 26 de agosto, a 11ª mesa de negociação foi aberta para dar continuidade ao diálogo. Assim sendo, a reunião ocorre após a rejeição das propostas anteriores e sem que uma nova oferta formal tenha sido apresentada até o início do encontro. Além disso, a expectativa é que os banqueiros apresentem novos números para a categoria.

Portanto, os bancários e bancárias devem ficar atentos ao site e redes sociais do Sindicato para atualizações das negociações. Além disso, os canais oficiais trarão informações sobre encaminhamentos e convocações para novas ações de mobilização. Dessa forma, a orientação é que a categoria acompanhe os comunicados para não perder novidades sobre a campanha.

Relevância da pauta para a região

O setor bancário emprega um número expressivo de trabalhadores nas cidades de porte médio do interior paulista. Além disso, esses profissionais têm participação direta no movimento do comércio e dos serviços locais. Portanto, o resultado da negociação salarial tende a repercutir na atividade econômica da região.

Quando há perda do poder de compra, a tendência é que o consumo das famílias seja afetado. Consequentemente, comerciantes e prestadores de serviços costumam sentir o impacto em momentos de redução do rendimento. A busca por reposição integral da inflação é, portanto, também uma defesa do comércio regional.

Dessa forma, acompanhar a campanha dos bancários é uma forma de o empresário local antecipar possíveis mudanças no comportamento do consumidor. O varejo, por exemplo, costuma sentir rapidamente oscilações na renda de categorias com grande capilaridade. Assim sendo, a evolução das negociações será monitorada de perto pelos agentes econômicos da região.

Perguntas Frequentes

Qual foi a proposta da Fenaban rejeitada pelo Comando Nacional na 11ª negociação?

A proposta previa reajuste total de 2,57% para salários, VA, VR, auxílio creche, auxílio home office e auxílio para pais com filhos com deficiência, com congelamento da PLR e piso de ingresso. Visto que o INPC estimado é de 4,13%, o índice representaria apenas 62% da inflação e perda real de 1,5%, portanto foi recusada.

Por que o Comando Nacional dos Bancários considerou a proposta dos banqueiros inaceitável?

Porque o reajuste de 2,57% ficou muito abaixo do INPC estimado em 4,13% para a data-base, significando apenas 62% da inflação e uma perda salarial real de 1,5% para a categoria. Dessa forma, a proposta foi recusada na mesa de negociação.

Quando ocorreu a 11ª mesa de negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026?

Ela teve início na manhã de quarta-feira, 26 de agosto. Na negociação anterior, em 25 de agosto, os banqueiros apresentaram duas propostas rebaixadas, ambas rejeitadas pelo Comando Nacional.

Fonte

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