Habib’s em crise: entenda o que houve com a rede de esfihas

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Crise Habib's: o que aconteceu com a rede de esfihas

O Habib’s enfrenta o momento mais delicado de sua história. Em seguida, no início de julho, a 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo suspendeu por 60 dias as cobranças e execuções de dívidas contra o Grupo Gênios, controlador das redes Habib’s e Ragazzo. Dessa forma, a rede, que está prestes a completar quatro décadas, popularizou a esfiha barata no Brasil e agora busca reestruturar suas finanças em um cenário de alta concorrência e mudança de hábitos de consumo.

Justiça suspende cobranças por 60 dias

A decisão judicial, tomada em São Paulo, vale para o Grupo Gênios, dono das marcas Habib’s e Ragazzo. Assim sendo, a suspensão das cobranças e execuções dá fôlego temporário para que o grupo negocie suas dívidas.

  • Decisão: 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
  • Grupo afetado: Grupo Gênios (Habib’s e Ragazzo).
  • Prazo de suspensão: 60 dias.
  • Colaboradores: mais de 17 mil.
  • Clientes por ano: mais de 200 milhões.

O Habib’s, que ajudou a transformar a esfiha em um alimento acessível, enfrenta agora um de seus maiores testes. Além disso, a medida judicial pode ser um indicativo de que a crise é generalizada, afetando toda a operação.

Pandemia e aplicativos de entrega mudam o jogo

A pandemia reduziu o movimento nas lojas do Habib’s. Além disso, a expansão dos aplicativos de entrega e a mudança nos hábitos de consumo aumentaram a concorrência e comprimiram as margens.

Concorrência acirrada no delivery

Para Cristina Souza, co-fundadora e CEO da agência Tanjerin, a pandemia gerou um grande desafio e uma profusão de pequenas empresas no delivery, intensificando a disputa por clientes. Por exemplo, com mais opções de comida delivery, o consumidor passou a ter alternativas que antes não existiam. Assim sendo, essa nova realidade pressiona redes tradicionais como o Habib’s, que precisam se adaptar rapidamente.

Inflação e alta de custos pressionam preços

A alta da inflação elevou os custos operacionais e dificultou a estratégia de preços baixos que sempre marcou a marca. Ou seja, o exemplo mais claro é o preço da esfiha:

  • Há dez anos: R$ 0,99.
  • Atualmente: R$ 4,99.

Esse aumento, embora necessário para repor os custos, afeta a percepção de barganha junto ao consumidor. No entanto, a rede tenta manter o posicionamento acessível, mas a equação entre custo e preço final ficou mais complicada.

Clientes relatam queda na qualidade

Além dos fatores econômicos, a qualidade do produto também tem sido alvo de críticas. Por exemplo, uma cliente afirmou que o motivo da mudança de frequência no consumo foi a queda na qualidade do produto consumido e a falta de padrão.

No relato, ela contou que pediu um lanche com peito de frango que veio tão torrado que era difícil de cortar. Consequentemente, a cliente e seu pai optaram por não comprar mais tanto no Habib’s por causa da falta de padrão.

Todavia, essas reclamações, embora pontuais, refletem um desafio operacional em escala nacional: manter a consistência dos produtos em todas as lojas.

Empresa aposta em formatos menores

A empresa vem reagindo com a aposta em formatos menores, como quiosques e lojas express. Dessa forma, essa estratégia visa reduzir custos fixos e se adaptar ao novo perfil de consumo, no qual o delivery e a conveniência são prioridades.

Cristina Souza, da Tanjerin, afirmou que o Habib’s pode se recuperar, o que indica que a marca ainda tem potencial de retomada. Portanto, a capacidade de inovar e encontrar novos modelos de negócio será essencial para que a rede volte a crescer.

Trajetória do fundador marca a história

O Habib’s nasceu de uma história pessoal. Por exemplo, uma pessoa contou que seu pai comprou uma carrocinha com um cavalo, pegava pães na padaria às quatro horas da madrugada e vendia em bares, botecos e restaurantes. Assim sendo, não houve alternativa a não ser trancar a matrícula do curso e começar a tocar o comércio, que era o único sustento da família.

Alberto retomaria a faculdade e concluiria a graduação, sem jamais exercer a atividade. No entanto, na época, em São Paulo, a culinária era cara e restrita a um público muito específico. Consequentemente, a popularização dos pratos trouxe sucesso imediato ao novo empreendimento, transformando o Habib’s em um caso de sucesso nacional.

Em resumo, agora, a rede precisa reescrever sua história para superar a crise e manter o legado de esfihas acessíveis ao brasileiro.

Perguntas Frequentes

Quais fatores levaram o Habib’s à sua pior crise?

A pandemia reduziu o movimento nas lojas, a expansão dos aplicativos de entrega aumentou a concorrência e a alta da inflação elevou os custos operacionais. Por exemplo, o preço da esfiha subiu de R$ 0,99 para R$ 4,99 em dez anos.

O que a Justiça determinou sobre as dívidas do Grupo Gênios, dono do Habib’s?

A 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo suspendeu por 60 dias as cobranças e execuções de dívidas contra o Grupo Gênios, controlador do Habib’s e Ragazzo.

Como o Habib’s planeja superar a crise?

O Habib’s está apostando em formatos menores, como quiosques e lojas express, para reduzir custos fixos e se adaptar ao novo perfil de consumo. Além disso, segundo Cristina Souza, da Tanjerin, a marca pode se recuperar.

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